Paes justifica ausência em agenda de Lula: “É proibido pela lei”
"Meu candidato é o Lula, todo mundo sabe", afirmou o ex-prefeito
O candidato ao governo do Rio pelo PSD, Eduardo Paes, rebateu nesta sexta-feira, 18, as críticas sobre sua ausência em agendas no estado em que o presidente Lula (PT) esteve presente.
“Meu candidato chama-se Lula. Todo mundo sabe: os eleitores do Bolsonaro, os eleitores do Lula, os eleitores todos”, disse durante visita a Nova Friburgo, na Região Serrana.
Paes justificou sua ausência no evento desta sexta-feira em que Lula participou ao lado do governador em exercício, Ricardo Couto.
“O presidente Lula esteve no Rio em um ato de campanha comigo. Agora, se eu for ao ato em que ele esteve hoje no Rio, vou ser cassado, porque é um evento oficial do presidente do Brasil com o governador do estado. Se eu apareço lá, estou imediatamente inelegível. Não posso ir, é proibido pela lei”, afirmou.
No evento citado pelo ex-prefeito do Rio, Lula afirmou que rejeita a classificação feita pelo governo Trump do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
“Nós precisamos ganhar do crime organizado. E eu não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas, como diz o [Donald] Trump. Quando o Trump fala em terrorismo, ele fala em terrorismo de Estado, ele não fala da luta e da briga pelo poder. Quem fazia isso? O Bolsonaro tentando dar o golpe no 8 de Janeiro. Isso é terrorismo, pensando em matar Lula, Alckmin e até o Alexandre de Moraes. Isso é terrorismo de Estado”, afirmou Lula.
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