Os detalhes do passaporte falso apreendido com Silvinei Vasques
Ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal tentou se passar por Julio Eduardo, um cidadão paraguaio de 44 anos
Preso nesta sexta-feira, 26, no Paraguai, Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), usou passaporte e um documento de identidade paraguaios, que estavam em nome de Julio Eduardo, um cidadão paraguaio de 44 anos.
Em entrevista ao Canal 9, o diretor de Migrações do Paraguai, Jorge Kronawetter, disse o seguinte sobre Silvinei:
“Era um impostor. Estava utilizando um documento de um cidadão paraguaio, mas, na verdade, era um cidadão de origem brasileira. Pela manhã, nos certificamos, em colaboração com a Polícia Federal brasileira, que ele tinha medidas que o proibiam de sair do seu país (Brasil) e a proibição de usar o passaporte do seu país.
Silvinei Vasques era uma autoridade da Polícia Rodoviária do Brasil, e se tratava de um alvo importante para a Polícia Federal brasileira. Entrou no Paraguai de maneira clandestina e iria pegar um voo que iria com destino a El Salvador.
[…] Ele se utilizou do passaporte original dessa pessoa para poder burlar o alerta que tinha contra ele, uma ordem de captura internacional. Ficou claro que se tratava de um impostor.”
Plano de fuga
Silvinei rompeu a tornozeleira eletrônica, usou um passaporte falso e tentou fugir para Salvador, passando pelo Paraguai, segundo investigadores.
Ao decretar a prisão preventiva de Silvinei Vasques, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mencionou que a tornozeleira perdeu sinal na madrugada de Natal (25/12), por volta das 3h horas Depois, por volta das 13 horas, ficou totalmente sem conexão.
“A Polícia Federal informou que, na madrugada do dia 25/12/2025, por volta de 3h00, o equipamento de monitoramento eletrônico de SILVINEI VASQUES ficou sem sinal de GPS e, por volta de 13h00 do mesmo dia, sem sinal de GPRS, possivelmente devido ao término da bateria.
Desse modo, em 25/12/2025, por volta de 23h, uma equipe da Polícia Federal da Superintendência Regional da Polícia Federal em Santa Catarina foi acionada para verificar o possível descumprimento das medidas restritivas do réu SILVINEI VASQUES“, escreveu Moraes na decisão.
Silvinei teria deixado o Brasil por via terrestre rumo ao Paraguai. Depois, o ex-diretor da PRF tentou embarcar com documentos falsos para o Panamá, de onde seguiria para El Salvador. No entanto, ele foi preso pela polícia migratória local antes de conseguir fugir.
O ex-diretor da PRF usou o nome de Julio Eduardo Baez Fernandez nos documentos falsos.
Condenação na trama golpista
O ex-diretor da PRF foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão no caso da trama golpista.
No caso de Silvinei, a Procuradoria-Geral da República (PGR) entendeu que ele utilizou a PRF para tentar barrar a circulação de eleitores petistas nas eleições de 2022.
O ex-diretor da PRF cumpria prisão domiciliar em Santa Catarina.
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Comentários (1)
Fabio
26.12.2025 18:30Esse é bandido em várias categorias