Organização criminosa movimentou mais de R$ 50 milhões em drogas
A Polícia Civil destacou a importância da atuação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal, ressaltando a troca de informações e o trabalho integrado como fundamentais para o êxito.
Em uma ação coordenada pela Polícia Civil do Paraná, 13 pessoas foram presas sob suspeita de integrar uma organização criminosa envolvida com tráfico interestadual de drogas e com lavagem de dinheiro.
A operação, denominada Rota Sudoeste, foi deflagrada pela Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) em conjunto com a 19ª Subdivisão Policial de Francisco Beltrão.
A operação contou com a participação de cerca de 120 policiais e teve como objetivo cumprir 13 mandados de prisão preventiva, dos quais 12 foram efetivados, além de realizar três prisões em flagrante por posse de armas, munições e drogas.
As investigações, que começaram em junho de 2023, tiveram início após a apreensão de quase cinco toneladas de maconha em um caminhão em Francisco Beltrão. O motorista foi preso em flagrante, mas liberado cinco meses depois, retornando à atividade criminosa.
No ano seguinte, ele adquiriu caminhões avaliados em aproximadamente R$ 2 milhões. A operação resultou no cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de veículos e do bloqueio de contas bancárias.
Como a organização criminosa operava?
De acordo com a delegada Franciela Alberton, titular do Denarc em Pato Branco, a organização obtinha drogas na região Oeste do Paraná e as transportava para chácaras em Francisco Beltrão e Manfrinópolis.
Nesses locais, a carga era acondicionada em caminhões e distribuída para outros estados, como Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás. Durante o período de investigação, o grupo movimentou mais de R$ 52 milhões.
O chefe da organização residia em Francisco Beltrão e utilizava estabelecimentos comerciais de fachada para lavar o dinheiro obtido com o tráfico.
Ele possuía empreendimentos nos ramos de entretenimento e alimentação. Mais de 23 celulares foram apreendidos e serão periciados para identificar outros envolvidos e rastrear o patrimônio da quadrilha.

Quais foram as estratégias de lavagem de dinheiro?
As investigações revelaram que a organização utilizava contas bancárias de empresas de fachada e de familiares para dissimular a origem ilícita do dinheiro. Entre os presos está um casal de Goiânia, responsável pela movimentação de recursos provenientes do tráfico.
Eles utilizavam contas bancárias de empresas de fachada para lavar o dinheiro. Uma dessas contas, vinculada a uma empresa de transportes, foi usada para pagar por drogas fornecidas pela organização de Francisco Beltrão.
Além disso, foram usadas contas pessoais da proprietária da empresa e do filho dela, que foi nomeado em 2023 para um cargo comissionado na Câmara Municipal de Goiânia.
A investigação revelou o uso de contas bancárias de familiares e empresas de fachada nos ramos de alimentação, entretenimento, cosméticos, hotelaria e transportes para lavar o dinheiro do tráfico.
Impacto e desdobramentos da operação
A operação Rota Sudoeste foi fundamental para desmantelar uma grande organização criminosa e retirar de circulação uma quantidade significativa de drogas.
A logística adotada pelo grupo era pensada para despistar as autoridades, com cargas vindas da fronteira sendo transferidas para a região Sudoeste antes de seguirem para os destinos finais.
Os caminhões viajavam com veículos batedores, muitos deles alugados, para dificultar a identificação dos envolvidos.
A Polícia Civil destacou a importância da atuação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal, ressaltando a troca de informações e o trabalho integrado como fundamentais para o êxito da operação.
A apuração segue com o rastreamento de outros suspeitos e bens, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa e garantir que os responsáveis sejam levados à justiça.
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