Oitavo suspeito de envolvimento no assassinato de ex-delegado-geral de SP é preso
Investigadores acreditam que José Nildo da Silva possa ser um dos atiradores na execução de Ruy Ferraz Fontes
A Polícia de São Paulo prendeu nesta terça-feira, 21, o oitavo suspeito de envolvimento no assassinato do ex-delegado-geral do estado Ruy Ferraz Fontes.
José Nildo da Silva foi capturado em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo.
“Nós julgamos que ele possa ser um dos atiradores. Ainda está sendo constatado isso. Ele era investigado e, após o crime, se dirigiu a uma das residências que serviu de logística para a quadrilha. Nesse momento, ele estava com colete a prova de balas e armado. E acompanhado de uma mulher, que ainda não foi localizada”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian, em entrevista coletiva.
A prisão ocorreu após denúncia à Polícia Civil.
Além de José Nildo da Silva, sete pessoas foram presas por envolvimento de envolvimento no assassinato de Ruy Ferraz Fontes: Dahesly Oliveira Pires, Luiz Henrique Santos Batista, Rafael Marcell Dias Simões, Willian Silva Marques, Felipe Avelino da Silva, Danilo Pereira Pena e Cristiano Alves da Silva.
O ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes foi assassinado em 15 de setembro.
Secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande, ele levou ao menos 12 tiros de fuzil.
Derrite atribui execução ao PCC
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou em 18 de setembro ‘não restar dúvidas’ de que a execução de Ruy Ferraz Fontes pode ser atribuída ao PCC.
“Para nós, não resta dúvida. A dúvida, e a gente não descarta possibilidades, é se a execução foi motivada por conta do combate ao crime organizado durante toda a carreira do delegado ou por conta de uma atuação atual como secretário municipal em Praia Grande. Agora, que há participação do crime organizado, não resta dúvida por conta principalmente do Mascherano [Felipe Avelino da Silva], que é um indivíduo […] que pertence à organização criminosa PCC por conta dos trabalhos de inteligência tanto do DIPOL [Departamento de Inteligência da Polícia Civil] quanto do Centro de Inteligência da Polícia Militar.
Então tem um histórico de relatórios de inteligência [dizendo] que ele exerce inclusive uma função de final da disciplina [nome dado à liderança que dita as regras dentro do PCC], como assim chamado, na região do ABC. Uma função de relevância dentro da organização criminosa. Então não tem como descartar. Isso é um fato. O crime organizado participou da execução. Agora a motivação é que ainda está em aberto, e nós estamos avaliando as duas possibilidades.”
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