Quinto suspeito de envolvimento no assassinato de ex-delegado-geral é preso em SP
Felipe Avelino da Silva, o Mascherano, foi detido em Cotia, na região metropolitana de São Paulo
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, anunciou nesta segunda-feira, 6, a prisão do quinto suspeito de envolvimento no assassinato do ex-delegado-geral do estado Ruy Ferraz Fontes.
Felipe Avelino da Silva, o Mascherano, foi detido em Cotia, na região metropolitana de São Paulo.
“Mascherano, um dos criminosos envolvidos na morte do ex-delegado-geral Dr. Ruy Ferraz Fontes, foi preso pela Polícia Civil em Cotia, após um intenso trabalho de inteligência em campo. A resposta do Estado é clara: quem atenta contra a ordem em São Paulo será caçado”, afirmou Derrite no X.
Além de Mascherano, quatro pessoas já foram presas por envolvimento de envolvimento no assassinato de Ruy Ferraz Fontes: Dahesly Oliveira Pires, Luiz Henrique Santos Batista, Rafael Dias Simões e Willian Marques.
Outras três continuam foragidas: Flávio Henrique de Souza, Luiz Antônio Rodrigues Miranda e Umberto Alberto Gomes.
Derrite atribui execução ao PCC
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou em 18 de setembro ‘não restar dúvidas’ de que a execução de Ruy Ferraz Fontes pode ser atribuída ao PCC.
“Para nós, não resta dúvida. A dúvida, e a gente não descarta possibilidades, é se a execução foi motivada por conta do combate ao crime organizado durante toda a carreira do delegado ou por conta de uma atuação atual como secretário municipal em Praia Grande. Agora, que há participação do crime organizado, não resta dúvida por conta principalmente do Mascherano [Felipe Avelino da Silva], que é um indivíduo […] que pertence à organização criminosa PCC por conta dos trabalhos de inteligência tanto do DIPOL [Departamento de Inteligência da Polícia Civil] quanto do Centro de Inteligência da Polícia Militar.
Então tem um histórico de relatórios de inteligência [dizendo] que ele exerce inclusive uma função de final da disciplina [nome dado à liderança que dita as regras dentro do PCC], como assim chamado, na região do ABC. Uma função de relevância dentro da organização criminosa. Então não tem como descartar. Isso é um fato. O crime organizado participou da execução. Agora a motivação é que ainda está em aberto, e nós estamos avaliando as duas possibilidades.”
Segundo Derrite, Felipe Avelino ficou seis anos preso.
Preso nesta segunda, ele tem duas passagens por roubo e duas por tráfico de drogas.
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