“O tempo fará justiça a quem honrou a toga”, diz Moro sobre Hardt
Senador critica afastamento de ex-juíza da Lava Jato: "Confrontou a arrogância do Lula em audiência. Nada mais do que isso"
Candidato ao governo do Paraná, o senador Sergio Moro (PL-PR) criticou o afastamento por dois anos da juíza Gabriela Hardt, que atuou na Operação Lava Jato.
A punição foi determinada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por alegadas falhas na homologação de um acordo entre a força-tarefa da Lava Jato e a Petrobras que destinava cerca de 2,5 bilhões de reais à criação de uma fundação privada sediada em Curitiba.
Além da suspensão, o colegiado do CNJ prorrogou por mais 180 dias o processo administrativo disciplinar aberto contra a juíza, que chegou a ser classificado como “perverso” pelo então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do CNJ Luís Roberto Barroso, hoje aposentado.
“O tempo fará justiça”
“Gabriela Hardt, uma juíza corajosa afastada sem causa. Desagradou os poderosos. Confrontou a arrogância do Lula em audiência. Nada mais do que isso. O CNJ já não serve para preservar a independência da magistratura. Vivemos uma época de covardia e de inversão de valores. O tempo fará justiça a quem honrou a toga”, disse Moro ao comentar a decisão em suas rede sociais.
Hardt já tinha sido suspensa preventivamente pelo então corregedor-nacional de Justiça Luís Felipe Salomão nesse mesmo processo, junto com o juiz substituto Danilo Pereira Júnior e os desembargadores Carlos Eduardo Thompson Flores e Lenz Loraci Flores De Lima, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Todos atuaram na Lava Jato.
As suspensões de Hardt e Pereira Júnior foram derrubadas pelo plenário do CNJ no dia seguinte.
Na ocasião, Barroso classificou a decisão do corregedor-nacional de Justiça como ilegal e disse que chancelar o afastamento dos juízes seria cometer uma injustiça, “quando não uma perversidade”.
No fim daquela deliberação de 16 de abril, Salomão pediu “para colocar tudo no virtual”, para que a deliberação sobre o caso não fosse exposta aos olhos do público.
Leia mais: A “perversidade” envergonhada de Salomão contra a Lava Jato
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Comentários (1)
Otreblig50
05.08.2026 10:51Nada fora do normal, vindo de um CNJ recheado de capachos de POLÍTICOS que receberam NAS PALETAS a marca à fogo de " CORRUPTOS ", esse tipo de INJUSTIÇA contra uma funcionária pública que honra seu cargo. Fico admirado da ausência das CIOSAS DEFENSORAS DO FEMINISMO, e de seu SILÊNCIO ENSURDECDOR, " cegas e esquecidas " de mais uma mulher massacrada pelo machismo e a corrupção política nessa republiqueta de bananas !!!!