O Supremo parece uma delegacia de polícia, diz Flávio Bolsonaro
Durante encontro com empresários em Brasília, o pré-candidato afirma que decisões do STF geram insegurança jurídica
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira, 22, que “o Supremo hoje parece mais uma delegacia de polícia do que uma Corte Constitucional. A todo momento tem um ou outro integrante daquela Corte querendo interferir no processo eleitoral, querendo escolher quem pode ser candidato e quem não pode”.
A declaração foi dada durante o evento “A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Brasília, com a presença de representantes do setor produtivo.
O parlamentar não citou nomes, mas disse que integrantes da Corte têm tentado interferir no processo eleitoral e definir quem pode disputar cargos. Segundo O Globo, Flávio sustentou que não pretende atacar instituições, mas defendeu que decisões recentes do tribunal teriam contribuído para um cenário de instabilidade no país.
Um país submetido a canetadas?
Ao tratar do ambiente de negócios, o senador responsabilizou a insegurança jurídica à atuação do Judiciário e mencionou a disputa em torno do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), ocorrida em julho de 2025. Na ocasião, o governo federal elevou a alíquota por decreto, medida derrubada pelo Congresso Nacional.
O caso foi levado ao Judiciário, e o ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão de todas as ações sobre o tema até que Executivo e Legislativo chegassem a um acordo. Para Flávio, “é inaceitável que neste país continuemos sendo submetidos a uma canetada de um ministro do Supremo que pode, por exemplo, desfazer uma decisão do Congresso Nacional”.
Segurança pública também é tema
Embora o evento da CNI tivesse como foco as propostas para o setor industrial, o senador dedicou parte de sua fala a temas de segurança pública. Ele retomou o programa “Brasil sem Medo”, apresentado na semana anterior, que prevê a construção de cinco novos presídios federais, a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas e a castração química para condenados por estupro.
O senador também declarou que o primeiro objetivo de sua eventual gestão seria retomar territórios atualmente controlados por grupos criminosos.
Segundo a programação do evento, outros pré-candidatos também passaram pelo encontro da CNI. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), discursou no mesmo dia, e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), tinha apresentação prevista para depois da fala de Flávio Bolsonaro.
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