O Antagonista

O que Bolsonaro disse na reunião que baseou operação da PF

avatar
Redação O Antagonista
3 minutos de leitura 09.02.2024 07:47 comentários
Brasil

O que Bolsonaro disse na reunião que baseou operação da PF

Em reunião ministerial, Bolsonaro convocou sua equipe a agir antes das eleições para impedir "um caos no Brasil"

avatar
Redação O Antagonista
3 minutos de leitura 09.02.2024 07:47 comentários 3
O que Bolsonaro disse na reunião que baseou operação da PF
Foto: Reprodução

Em reunião ministerial realizada em 5 de julho de 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) convocou sua equipe a agir antes das eleições para impedir “um caos no Brasil”.

Em vídeo divulgado por O Globo, Bolsonaro disse aos ministros que eles não poderiam deixar acontecer o que estava “pintado” e insinuou que a esquerda venceria o pleito mesmo se ele tivesse 80% dos votos.

“Nós sabemos que, se a gente reagir depois das eleições, vai ter um caos no Brasil, vai virar uma grande guerrilha, uma fogueira no Brasil. Agora, alguém tem dúvida que a esquerda, como está indo, vai ganhar as eleições? Não adianta eu ter 80% dos votos. Eles vão ganhar as eleições”, afirmou o ex-presidente.

“Todos aqui têm uma inteligência bem acima da média. Todos aqui, como todo povo ali fora, têm algo a perder. Nós não podemos, pessoal, deixar chegar as eleições e acontecer o que está pintado, está pintado. Eu parei de falar em voto imp… e eleições há umas três semanas. Vocês estão vendo agora que… eu acho que chegaram à conclusão. A gente vai ter que fazer alguma coisa antes”, acrescentou.

Em um momento da reunião, Bolsonaro jogou os óculos na mesa e, irritado, incitou os ministros a reagirem.

“Vocês sabem o que está acontecendo. Achando que esses caras estão de brincadeira? ‘Ah, vamos lá…’ Não estão de brincadeira. O que está em jogo é o bem maior que nós temos e contamos aqui na terra, que é a porra da liberdade. Mais claro, impossível. Nós [inaudível] vamos ter que reagir.”

No vídeo, Bolsonaro também disse que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) errou ao chamar as Forças Armadas para integrar o comitê de transparência eleitoral e questionou a isenção dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“O TSE cometeu um erro [inaudível] quando convidou as Forças Armadas para participar da comissão de transparência eleitoral. Cometeu um erro. Eles erraram. Pra nós, foi excelente. Eles se esqueceram que sou o chefe supremo das Forças Armadas?”, perguntou Bolsonaro.

“Alguém acredita em Fachin, Barroso e Alexandre de Moraes? Se acreditar levanta braço? Acredita que são pessoas isentas?”, acrescentou.

O então presidente definiu sua vitória em 2018 como uma “cagada”, ou “cagada do bem”, lembrando que era um deputado federal “fodido” e “escrotizado”:

“Como é que eu ganho uma eleição, um fodido como eu? Deputado do baixo clero, escrotizado dentro da Câmara, sacaneado, gozado, uma porra de um deputado.”

Leia também:

A um passo de Bolsonaro

Bolsonaro apenas imprimiu cópia da minuta citada em investigação, diz defesa

Papo Antagonista

Papo Antagonista: Os entusiastas do terrorismo

29.02.2024 18:00 1 minuto de leitura
Visualizar

Brasil passa de 1 milhão de casos de dengue em 2024

Visualizar

Compromisso democrático, diz União Brasil após eleição de Rueda

Júlia Schiaffarino Visualizar

Fernando participa do primeiro treino com o Inter! Veja

Visualizar

Crusoé: ex-líder catalão é alvo no Supremo da Espanha por terrorismo

Visualizar

Protesto violento na UC Berkeley interrompe evento judaico

Alexandre Borges Visualizar

Tags relacionadas

eleições 2022 Jair Bolsonaro reunião ministerial
< Notícia Anterior

Senador apresenta proposta para sustar MP da reoneração

09.02.2024 00:00 4 minutos de leitura
Próxima notícia >

Santos x São Bernardo será no Morumbi no dia 25 de fevereiro

09.02.2024 00:00 4 minutos de leitura
avatar

Redação O Antagonista

Suas redes

Instagram

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (3)

Francisco

2024-02-09 11:58:21

Rapaz, é incrível como os Minions sumiram dos comentários, os m4ch1nh0$ digitais! Essa galera deve estar numa ressaca f...dida hj. Só posso rir da turma do exército de Brancaleone, pra não chorar, lembrando que na prática, pouca coisa melhorou.


Marcia Elizabeth Brunetti

2024-02-09 09:44:10

Isso era, no fundo, medo de ser descoberto em suas falcatruas? Eu também estava como medo da militarização do Governo, com Bolsonaro. Mas ele estava preocupado com o País? coma "democracia"? fazendo motociatas, se intitulando imbroxável? Que cabeça mais doida desse homem.


Jorge Alberto da Cunha Rodrigues

2024-02-09 08:41:07

É inquestionável que STF e TSE trabalharam para eleger o Lula. Mas nada do que foi feito justifica a tentativa de golpe. Ressalta-se ainda que não há nenhum indício de que as eleições tenha sido fraudadas. Cabe exemplar punição para os que engendraram um golpe de estado. Obviamente que os corruptos poderosos, entre os quais o Lula se encontra, também deveriam ser punidos. Mas para estes últimos as instituições do estado, em especial o STF, dá total proteção e dissemina a impunidade.


Torne-se um assinante para comentar

Notícias relacionadas

Brasil passa de 1 milhão de casos de dengue em 2024

Brasil passa de 1 milhão de casos de dengue em 2024

29.02.2024 17:45 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Compromisso democrático, diz União Brasil após eleição de Rueda

Compromisso democrático, diz União Brasil após eleição de Rueda

Júlia Schiaffarino
29.02.2024 17:45 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Médica suspeita de falsos diagnósticos de câncer em esquema milionário

Médica suspeita de falsos diagnósticos de câncer em esquema milionário

29.02.2024 17:09 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
Nove detentos escapam de presídio em Santa Luzia, Belo Horizonte

Nove detentos escapam de presídio em Santa Luzia, Belo Horizonte

29.02.2024 17:04 2 minutos de leitura
Visualizar notícia

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.