O patrimônio milionário de Manuela d’Ávila
Total em bens declarado pela pré-candidata a senadora à Justiça Eleitoral passou de 455,53 mil reais para 1,37 milhão de reais
A ex-deputada federal e pré-candidata a senadora pelo Rio Grande do Sul, Manuela d’Ávila (Psol), declarou à Justiça Eleitoral neste ano um patrimônio 202,14% maior que o declarado em 2020, quando concorreu a prefeita de Porto Alegre e perdeu no segundo turno, em valores nominais.
O total em bens da candidata passou de 455,53 mil reais para 1,37 milhão de reais em seis anos. São 920,85 mil reais a mais. Os dados constam na plataforma de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A declaração de bens é obrigatória para todos os candidatos. Entre os valores declarados por Manuela neste ano, estão 886,97 mil reais em fundos de investimento e 245 mil reais como 50% de um apartamento residencial.
Já em 2020, quando recebeu 45,37% dos votos válidos (307.745) e perdeu para Sebastião Melo no segundo turno da eleição para prefeito de Porto Alegre, Manuela declarou, entre outros valores, 198,73 mil reais em poupança, e um veículo Sportage, modelo 2015/2016, de 97 mil reais.
Manuela d’Ávila é jornalista e escritora. Foi deputada estadual pelo Rio Grande do Sul de 2015 a 2019, deputada federal pelo estado de 2007 a 2015 e vereadora de Porto Alegre de 2005 a 2007. Em 2018, concorreu a vice-presidente da República na chapa encabeçada por Fernando Haddad (PT). Eles foram derrotados no segundo turno para a chapa de Jair Bolsonaro (PL) e Hamilton Mourão.
Pesquisa do Instituto Paraná divulgada no último dia 22 e julho mostra Manuela liderando nas intenções de voto para senador pelo Rio Grande do Sul, com 30,7%.
Na sequência, aparecem o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), com 28,6%, o ex-governador do RS Germano Rigotto (MDB), com 26,3%, o ex-ministro Paulo Pimenta (PT), com 23,7%, o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), com 20,3%, o deputado estadual do RS Frederico Antunes (PSD), com 7,4%, o compositor Renato Jaguarão (Cidadania), com 2,8%, e o jornalista Milton Cardoso (PSDB), com 2,6%.
Os que responderam “nenhum”, “branco” ou “nulo” são 9,7%, e os que responderam que não sabiam em que vão votar ou não opinaram são 6,6%.
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