O Novo se tornou um partido desnecessário, diz Amoêdo
Empresário e um dos fundadores da legenda, da qual se desfiliou em 2022, não poupou críticas à atual gestão
Em publicação na tarde desta quarta-feira, 27, o empresário e fundador do partido Novo, João Amoêdo, veio a público fazer críticas contundentes à legenda que na prática o “expulsou” – ou que, reconfigurada politicamente e às margens do bolsonarismo, tornou inviável sua permanência.
Na rede social X e em sua conta no Instagram, João Amoêdo disparou:
“O Novo mostra mais uma vez que, com a atual gestão, se tornou um partido desnecessário.
A maioria dos seus políticos gostaria mesmo de estar no PL.
Os dirigentes têm como prioridade a remuneração que recebem. Apesar de defenderem o livre mercado, vivem do dinheiro público.
Agora estão desesperados para que o partido alcance a Cláusula de Barreira. Afinal, os R$ 100 milhões deixados pela gestão anterior no caixa, oriundos do Fundo Partidário, estão acabando.
O candidato à Presidência, assim como em 2022, é apenas figurativo.
Caso fossem pessoas sérias, os políticos tentariam um lugar no PL, o candidato à Presidência desistiria da “candidatura”, os dirigentes iriam procurar um emprego na iniciativa privada e devolveriam o partido para os fundadores.”
Amoêdo anunciou sua desfiliação em novembro de 2022.
O desgaste interno provocado pela aproximação de lideranças do partido com o governo de Jair Bolsonaro contrariou as posições de um de seus idealizadores, explodiu de vez com a declaração de voto em Lula e a sentença: “O Novo não existe mais”.
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Comentários (1)
Marcel Hirsch
28.05.2026 09:16Amoedo é o Novo. O partido nasceu quando Amoedo o criou e morreu quando Amoedo foi afastado.