O novo ataque de Zanatta ao PT com documento da CIA
Deputada afirma que relatório desclassificado sobre a Venezuela reforça suspeitas levantadas por delatores e volta a cobrar respostas do partido
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) usou as redes sociais nesta sexta-feira, 17, para relacionar um documento desclassificado pela CIA sobre supostas capacidades de manipulação eleitoral do regime venezuelano ao histórico de relações entre o chavismo e lideranças da esquerda latino-americana. Em publicação no X, a parlamentar afirmou que os documentos e depoimentos já conhecidos “estão na mesa” e concluiu: “Falta o PT explicar”.
O documento compartilhado por Zanatta é uma nota da CIA intitulada “Summary of Select Intelligence Reporting from 2004-2020 on Venezuela’s Electronic Voting Manipulation Capabilities”. Na capa, consta que o material foi desclassificado em 1º de julho de 2026 pelo diretor da agência, John Ratcliffe, e liberado para divulgação pública em 10 de julho. O relatório reúne informações de inteligência produzidas entre 2004 e 2020 sobre as supostas capacidades do governo venezuelano de manipular eleições eletrônicas.
Na publicação, a deputada destaca que, segundo o relatório, a estrutura de fraude teria sido operada pela inteligência militar venezuelana em conjunto com o Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Ela afirma ainda que, durante boa parte desse período, o órgão de inteligência foi comandado pelo general Hugo Carvajal, ex-chefe da inteligência chavista, atualmente preso nos Estados Unidos.
Zanatta também resgata declarações atribuídas a Carvajal, que afirmou à Justiça americana que o chavismo financiou ilegalmente partidos e líderes de esquerda em diversos países da América Latina com recursos da estatal PDVSA. A deputada diz que Lula estaria entre os beneficiários citados pelo ex-militar.
A parlamentar ainda menciona a campanha presidencial de Hugo Chávez em 2012, conduzida pelo marqueteiro João Santana. Segundo ela, Santana recebeu 10 milhões de dólares do entorno chavista, informação que, afirma, foi confirmada por sua esposa, Mônica Moura, em delação premiada na Operação Lava Jato.
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