O discurso de Motta após Câmara aprovar urgência de anistia
Presidente da Casa defendeu "pacificação" no país e afirmou que relator será designado para construção do texto
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez um discurso na noite desta quarta-feira, 17, após a Casa aprovar o requerimento de urgência para um projeto de lei do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) que propõe anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Durante sua fala no plenário, Motta defendeu a “pacificação” no país e afirmou que um relator será nomeado para a definição de um texto final que reúna amplo apoio entre os parlamentares.
Com a aprovação em regime de urgência, a proposta poderá ser votada diretamente no plenário, sem passar por comissões temáticas. Foram 311 votos a favor e 163 contrários, além de sete abstenções.
O Antagonista transcreve a íntegra do discurso de Motta:
“O Brasil precisa de pacificação. Não se trata de apagar o passado, mas de permitir que o presente seja reconciliado e o futuro construído em bases de diálogo e respeito.
Há temas urgentes à frente, e o país precisa andar.
Temos, na Casa, visões distintas e interesses divergentes sobre os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023.
É no plenário que ideias se enfrentam, divergências se encontram e a democracia pulsa com força total.
Como presidente da Câmara, minha missão é conduzir esse debate com equilíbrio, respeitando o regimento interno e o colégio de líderes. Não para impor uma verdade, mas para garantir que todas sejam ouvidas.
Hoje, pautamos a urgência de um projeto de lei do deputado Marcelo Crivella para discutir o tema, a quem cumprimento.
Agora, um relator será nomeado para que possamos chegar, o mais rápido possível, a um texto substitutivo que encontre o apoio da maioria ampla da Casa.
Um presidente da Câmara não pode ser dono de teses, nem, muito menos, de verdades absolutas.
Sempre que alguém se declarou dono da verdade, o país perdeu. E, nesse caminho de construção coletiva, quero reafirmar a mensagem que guia nossa gestão: o Brasil precisa de pacificação.
Cabe ao plenário soberano decidir. O plenário — esse plenário, o Plenário Ulysses Guimarães — é o coração da República.
Muito obrigado a todos.”
Leia também: Câmara aprova urgência para projeto de anistia
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Comentários (3)
Eduardo Camargo de Carvalho
18.09.2025 12:12"O Brasil precisa de pacificação", claro. a Pacificação dele é entre os "do governo" e os da "oposição" que precisam se alinhar para aumentar o arrecadamento dentro da cueca com a PEC da Blindagem. E o povo, cambada de imbecis, discutindo ideologia política.
Joao Paulo Da Mata PatrÃcio
18.09.2025 07:20Hugo Vergonha Nacional. Mais um ! Borra Botas
FRANCISCO JUNIOR
17.09.2025 23:58Não tem convulsão social em torno dessa pauta, não tem protestos, não tem nada além de um bando de deputados gritando na orelha do Hugo Mota. Se não saber trabalhar sob pressão, pede para sair.