O custo do pacote de bondades de Lula em ano eleitoral
Seis medidas têm impacto direto nas contas públicas, por aumento de gastos ou renúncia de receitas. Outras dez envolvem linhas de crédito subsidiadas
O pacote de medidas econômicas anunciado pelo governo Lula (PT) neste ano eleitoral de 2026 já supera R$ 180 bilhões e deve ter efeitos que se estenderão para o próximo mandato presidencial, a partir de 2027, segundo levantamento da Folha.
Nas semanas anteriores ao início do “defeso eleitoral”, que começa neste sábado, 4, o governo acelerou anúncios e inaugurações
As iniciativas têm como foco principal brasileiros de renda intermediária, que representam cerca de um terço do eleitorado e onde o presidente enfrenta maior resistência, segundo dados do Datafolha.
Lula aparece à frente no cenário geral, mas o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganha força entre famílias com renda de 2 a 5 salários mínimos.
O levantamento da Folha lista 16 medidas econômicas.
Seis têm impacto direto nas contas públicas, seja por aumento de gastos ou renúncia de receitas, enquanto outras dez envolvem linhas de crédito subsidiadas.
Entre os exemplos estão o aporte de R$ 15 bilhões no Fundo Garantidor de Operações (FGO) para o Desenrola 2.0, uma linha de R$ 21,2 bilhões para caminhões e ônibus, R$ 10 bilhões para máquinas agrícolas, R$ 4 bilhões para motos de entregadores e até R$ 30 bilhões para renovação de frota de motoristas de aplicativo.
Efeitos fiscais
O Banco Central avalia que o conjunto de medidas pode representar risco para o cenário inflacionário e informou que seus efeitos serão acompanhados nos próximos meses.
No Relatório de Política Monetária, a instituição destacou que o comportamento da demanda doméstica seguirá no radar das decisões sobre juros.
Governo libera R$ 4 bi a bancos
Nesta sexta-feira, 3, o governo Lula aprovou a liberação de R$ 4 bilhões em crédito aos bancos, com taxa de 1,25% ao ano, para ampliar recursos destinados a dois programas de crédito: o Desenrola Adimplentes e o Fies Empreendedor.
A medida foi definida pelo colegiado do Conselho Monetário Nacional (CMN), presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e integrado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
A taxa oferecida às instituições financeiras fica bem abaixo do Certificado de Depósito Interbancário, hoje em 14,25%, referência usual de captação dos bancos. O objetivo é que essa distância entre as taxas funcione como estímulo à adesão das instituições ao programa, voltado a reduzir o custo das dívidas de quem mantém os pagamentos em dia.
Como o dinheiro sairá da Conta Única do Tesouro, remunerada pela Selic, essa diferença deve gerar um custo de até R$ 500 milhões à dívida pública, caso todo o montante seja utilizado, segundo apurou o Estadão junto a integrantes da equipe econômica.
Leia mais: Governo libera R$ 4 bi a bancos para baratear crédito
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (3)
Nossos políticos não se importam com o País, tudo o que querem é ser reeleitos. O que esse governo fez para o País nos seus 3 primeiros anos? Muitas mentiras, nem as mais simples promessas foram cumpridas. Quem confia em que já confessou que mente "como todo político"? No ano de eleição gasta milhões em propaganda eleitoral enquanto corta verba de setores essências. Se diz contra as Bets mas colocou em sigilo toda a tramitação de liberação das mesmas. Pq será? Para esconder os beneficiários dos favorecidos pelas licença de atuarem?
Pedro Boer
04.07.2026 15:26Lula só acendeu o pavio pois sabe que a bomba vai estourar na mão do próximo presidente, que não será ele.
Claudemir Silvestre
04.07.2026 10:30O custo da IRRESPONSABILIDADE do DESGOVERNO CORRUPTO DO PT, vai ser … uma crise Fiscal SEM PRECEDENTES NO Brasil !! Ainda pior que 2015 e 2016 quando o país QUEBROU !! Mas deixa o “povo” fazer o L de novo 🤷🏻