O ‘coitadismo’ de Eduardo Bolsonaro
O deputado federal reagiu nas redes sociais ao voto do ministro Alexandre de Moraes e classificou a decisão do ministro como "caça às bruxas"
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi às redes sociais reagir à manifestação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que votou para que seja aberta ação penal contra o parlamentar por tentar coagir a Justiça e influenciar no julgamento da chamada ‘ação penal do golpe’.
“Outros candidatos anti-establishment, como o próprio Jair Bolsonaro, e favoritos ao Senado sofrerão a mesma perseguição. É o sistema se reinventando para sobreviver. Tudo que sei é via imprensa, já que jamais fui citado. Por que Moraes não usa os canais oficiais com os EUA?”, disse o deputado pelas redes sociais.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro classificou o voto de Moraes como uma “caça às bruxas”.
Como mostramos, em seu voto, Moraes afirmou que “há prova da materialidade e indícios razoáveis e suficientes de autoria nas condutas de EDUARDO NANTES BOLSONARO“. “A grave ameaça materializou-se pela articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América, com a aplicação de tarifas de exportação ao Brasil, suspensão de vistos de entradas de diversas autoridades brasileiras nos Estados Unidos da América e a aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky a este Ministro Relator”.
O ministro prossegue: “O elemento subjetivo específico — favorecer interesse próprio ou alheio — evidencia-se, em tese, pelo fato do denunciado pretender criar ambiente de intimidação sobre as autoridades responsáveis pelo julgamento de JAIR BOLSONARO nos autos da Ação Penal 2.668/DF e também sobre as autoridades responsáveis por um possível projeto de anistia aos crimes imputados a JAIR BOLSONARO e corréus responsáveis pela tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil”.
Como mostramos mais cedo, Flávio Dino também votou com Alexandre de Moraes no sentido de receber a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
O julgamento começou no plenário virtual do STF nesta sexta-feira, 14.
Em 22 de setembro, a PGR denunciou tanto o parlamentar quanto o empresário Paulo Figueiredo por coação ao longo do processo da ação penal do golpe, crime previsto no artigo 344 do Código Penal.
Segundo a peça, ambos articularam, de forma “livre, consciente e voluntária”, ameaças relacionadas à imposição de sanções estrangeiras contra magistrados e contra o próprio Brasil. O objetivo seria evitar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de aliados na Ação Penal 2.668, que apurou a atuação do “núcleo 1” na suposta tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil entre 2022 e 2023.
Se a Primeira Turma do Supremo receber a denúncia, o deputado se tornará réu no caso. O julgamento começou nesta sexta, no plenário virtual, e está previsto para ir até as 23h59 de 25 de novembro. A Turma é formada pelos ministros Flávio Dino (presidente), Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.
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Comentários (1)
MARCEL SILVIO HIRSCH
14.11.2025 17:08O coitadismo parece ser uma característica da famiglia bolsonaro, assim como o nuncaseismo é uma característica lulista.