Nunes Marques se reúne com Fachin às vésperas de sessão do STF sobre Moraes
Supremo Tribunal Federal vai julgar na terça-feira o processo com as mensagens enviadas por Daniel Vorcaro a Moraes
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal, Nunes Marques, se reuniu nesta segunda-feira, 14, com o presidente do STF, Edson Fachin. O encontro, que ocorreu na presidência da Corte, não consta na agenda oficial dos ministros.
O Supremo não confirma o assunto tratado, mas reunião ocorreu às vésperas do julgamento do processo que traz o relatório da Polícia Federal (PF) com as mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, ao ministro Alexandre de Moraes.
O processo estava sob a relatoria de André Mendonça, que, assim como Nunes Marques, foi indicado ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mas, no fim de semana, Fachin assumiu a relatoria do caso.
O presidente também determinou a paralisação temporária das investigações sobre o Banco Master e as fraudes nos descontos do INSS, que tinham Mendonça como relator.
Fachin ordenou que os processos sejam enviados à Presidência do STF. A partir daí, poderá decidir se assume também esses dois casos ou se leva a questão ao plenário da Corte.
Ao assumir o caso, Fachin passa a definir o rito da sessão e será responsável por apresentar o relatório ao plenário e proferir o primeiro voto.
A medida foi fundamentada na possibilidade de aplicação das regras de impedimento previstas no Código de Processo Civil.
O julgamento está marcado para começar às 10h na terça-feira, 15. Como mostramos, Mendonça pretende antecipar seu voto sobre o pedido de providências apresentado em relação a Moraes, na sessão.
A ideia de Mendonça é tentar evitar que algum colega peça vista no julgamento. A ala alexandrina do Supremo prepara uma série de manobras regimentais para tentar jogar o caso para depois das eleições de outubro.
A estratégia da ala ligada a Moraes é a seguinte: em um primeiro momento, tentar adiar a discussão por meio de um pedido de vista. Ministros como Gilmar Mendes e Flávio Dino têm enviado recados ao presidente da Corte falando sobre os impactos eleitorais do julgamento do pedido de providências.
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