Novo presidente da Comissão de Relações Exteriores critica acordo Mercosul-UE
Em entrevista a O Antagonista, Luiz Philippe expressou sua opinião sobre diferentes temas, como a atuação de Eduardo Bolsonaro
O novo presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Credn) da Câmara dos Deputados, Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), defende a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e critica o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O parlamentar concedeu entrevista a O Antagonista na quarta-feira, 11, e expressou sua opinião sobre diferentes temas.
Morando nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, Eduardo atuou para que o governo americano aplicasse sanções contra o Brasil, por causa do processo contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por golpe de Estado.
No ano passado, após articulações do parlamentar nos EUA, o governo Donald Trump chegou a aplicar tarifas contra produtos importados do Brasil e sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base na Lei Magnitsky.
Para Luiz Philippe de Orleans e Bragança, Eduardo fez um “um trabalho monumental de mudar a opinião pública dos EUA“. “Isso aí é fundamental. Eu já trabalhei nos EUA mais de 10 anos, estudei em escola americana aqui no Brasil, então eu conheço bem os EUA. Posso dizer com ampla tranquilidade, mais até que muitos americanos. E o que vemos agora na opinião pública norte-americana com relação ao Brasil é algo completamente novo”.
Ela prossegue: “Não existia o Brasil em voga como ele está agora. A base conservadora, que é majoritária nos EUA, começou a olhar o Brasil como um possível aliado. Não o Brasil governo, não o Brasil país, mas a população brasileira, e é isso uma das grandes contribuições que o Eduardo fez”.
Em relação ao acordo Mercosul-UE, que foi assinado em janeiro e está processo de internalização no Brasil, o novo presidente da Credn diz ser “totalmente contra acordos multilaterais como esse“. “Esses acordos multilaterais significam que a maior entidade do conjunto multilateral é a que mais perde. Então, quem é que mais perde com esse acordo Mercosul-UE? É o Brasil”.
Isso porque, acrescenta o congressista, “o Brasil poderia muito bem fazer um acordo bilateral com a União Europeia. Não precisava dos outros país acoplados, tendo julgamentos, tendo uma série de salvaguardas”.
Para o deputado, o país sul-americano seria muito mais beneficiado e os acordos seriam muito mais sustentáveis se fossem acordos bilaterais com cada um dos países da Europa.
Luiz Philippe de Orleans e Bragança assumiu a presidência da Credn no último dia 3 de fevereiro. Ele foi eleito para o posto por unanimidade, com 21 votos.
No último dia 28 de janeiro, o Colégio de Líderes da Câmara concordou com uma proposta do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de manter em 2026 a mesma divisão entre os partidos dos comandos das comissões permanentes adotada no ano passado.
Por isso o PL permanece no comando da Credn. No ano passado, o partido presidiu o colegiado com Filipe Barros (PR).
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Comentários (2)
Magdalena Buzolin
12.02.2026 09:39Se formos pesquisar seriamente o que estes boldonaros fizeram enquanto ocuparam cargos e como politicos, ,com certeza não existem propostas apresentadas nem aprovadas.
Magdalena Buzolin
12.02.2026 09:37É preciso esquecer o bananinha e começar a pensar como gente grande e independente desta familia. Triste ver que nos tornamos reféns politicos desta estirpe. São seres que se apoderaram do Estado pra se enriquecer e comandar tramóias que favorecem as famiglicias