Novo pede prisão preventiva e afastamento do diretor-geral da PF
As duas manifestações foram apresentadas ao ministro André Mendonça, relator das investigações envolvendo mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro
O partido Novo protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) dois pedidos contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O primeiro, pelo seu afastamento cautelar e pela abertura de um inquérito para apurar sua conduta; e o segundo, pela decretação de sua prisão preventiva.
“Vivemos um dos momentos mais graves da nossa história recente. O Brasil pede decisões firmes, a responsabilização de quem ultrapassa os limites e as medidas necessárias para interromper esse processo de degradação e recuperar o mínimo de dignidade e credibilidade das instituições”, declarou o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro.
As duas manifestações foram apresentadas ao ministro André Mendonça, relator das investigações envolvendo mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
“Eu já pedia a demissão do chefe da Polícia Federal há muito tempo, por outras ilegalidades na sua gestão da instituição. Agora, diante das gravíssimas denúncias que vieram a público, é preciso tomar uma medida de verdade: afastá-lo e prendê-lo. Cabe agora a André Mendonça agir. Afastamento já não é suficiente. Se há indícios de crimes graves, o chefe da Polícia Federal precisa ser preso preventivamente e responder à Justiça como qualquer outro cidadão”, enfatizou o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), candidato ao Senado pelo Novo no Rio Grande do Sul.
Protocolada na última quarta-feira, 2, a noite pelas advogadas Ana Carolina Sponza Braga e Carolina Barreto Siebra, a primeira representação pede a abertura de inquérito autônomo para investigar a conduta de Andrei Rodrigues e seu afastamento temporário do cargo, com fundamento no artigo 319, inciso VI, do Código de Processo Penal.
O dispositivo permite a suspensão do exercício de função pública quando houver receio de que ela seja utilizada para a prática de infrações penais.
O Novo baseia o pedido, entre outros elementos, em mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e extraídas pela própria Polícia Federal, nas quais o banqueiro fez referência à necessidade de obter “proteção de Andrei e de Paulo”. Segundo o relatório policial citado pelo partido, os nomes fazem referência ao diretor-geral da PF e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O Novo sustenta que a permanência de Andrei no comando da PF pode comprometer a independência das investigações, diante de seu acesso a diligências, sistemas e informações sigilosas relacionadas ao caso.
Além do afastamento, o Novo pediu medidas para preservar registros administrativos da PF, impedir eventual acesso privilegiado de Andrei a informações da investigação e apurar possíveis contatos entre o diretor-geral e pessoas ligadas a Vorcaro.
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