Novo diz ter ganhado filiados após contestar vitória de Lula
Partido mantém três ações no TSE contra a chapa formada pelo petista e Geraldo Alckmin
O Novo afirma ter conquistado 2,2 mil novos filiados em 24 horas após anunciar que não reconhece a vitória de Lula (PT) na eleição presidencial.
A legenda atribui o crescimento à repercussão do posicionamento, que contraria o reconhecimento do resultado feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e por outros 27 partidos.
O partido contesta a chapa de Lula e Geraldo Alckmin (PSB) em três Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs), nas quais pede a cassação dos dois.
As ações questionam medidas adotadas durante o ano eleitoral que, segundo a legenda, configurariam uso da máquina pública e de recursos do Estado em benefício dos candidatos à reeleição.
O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, disse que a sigla não coloca em dúvida a segurança das urnas, mas os meios usados para chegar ao resultado.
“Não estamos questionando as urnas nem a vontade dos eleitores. Estamos questionando os meios utilizados para chegar ao resultado”, disse à Folha.
Ele também alegou que houve suspeitas de uso da estrutura pública para favorecer quem já estava no poder.
Flávio Bolsonaro
A decisão do Novo ocorre em meio à reação de partidos e integrantes da oposição à carta divulgada por Flávio Bolsonaro, na qual o senador, derrotado na eleição, contestou o resultado e chegou a se apresentar como presidente eleito.
O Novo não comentou o documento e, segundo Ribeiro, manterá sua posição por coerência com as ações que já apresentou à Justiça.
O distanciamento já havia aparecido durante a campanha de Romeu Zema à Presidência.
O ex-governador mineiro criticou Flávio após a divulgação de áudios em que o senador cobrava dinheiro de Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master, para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. As declarações provocaram reação dentro do Novo, que temia prejuízos a alianças regionais.
Zema depois passou a defender a união da direita contra o PT, mas perdeu apoio de integrantes da legenda ainda no primeiro turno. Entre eles estava Marcel van Hattem, que declarou apoio a Flávio.
Nas eleições, o Novo elegeu dez deputados federais e três senadores, além de superar a cláusula de barreira.
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