Novo acordo de leniência para a J&F?
Holding dos irmãos Wesley e Joesley Batista teria negociado um novo acordo de leniência com a CGU até janeiro de 2025, diz a 'Folha de S.Paulo'
A Controladoria-Geral da União (CGU) discutiu com a J&F, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, até janeiro de 2025, um novo acordo de leniência, publicou a Folha de S.Paulo.
O acordo, diz o jornal, seria paralelo ao que foi assinado pela J&F com o Ministério Público Federal em 2017.
Em dezembro de 2024, a CGU admitiu em ofício enviado ao Ministério Público Federal no Distrito Federal que discutia a possibilidade de fechar acordo com a holding dos irmãos Batista.
“Considerando que a própria empresa J&F Investimentos S.A. confirmou perante o Supremo Tribunal Federal e o juízo da 10° Vara Federal de Brasília a existência de tratativas em curso, e bem assim a colaboração inerente às relações desta CGU com o Ministério Público Federal, confirmo, de forma excepcional, que há negociações em andamento entre esta CGU e a referida empresa para celebração de possível acordo de leniência”, diz o documento.
No ofício, o secretário de Integridade Privada da CGU, Marcelo Pontes Vianna, afirmou que a CGU não tem atribuição para “revisar ou interferir em acordos celebrados por outros entes públicos, incluindo o MPF”, atuando dentro das competências que lhe foram dadas em 2013 na lei anticorrupção.
Vianna pediu ao MPF que fosse dado “tratamento de sigilo à presente documentação”.
Um novo acordo
Como fez acordo apenas com o Ministério Público, a J&F não foi incluída na recente repactuação de acordos da CGU com empreiteiras envolvidas nos escândalos revelados pela Lava Jato.
Desde 2020, no entanto, os irmãos Batista tentam renegociar com o governo os valores do acordo de leniência celebrado em 2017 com o Ministério Público Federal.
Na ocasião, a J&F concordou em pagar 10,3 bilhões de reais ao MPF.
O ministro Dias Toffoli, do STF, suspendeu o pagamento da multa da J&F em dezembro de 2023.
O que dizem CGU e J&F?
À Folha, a J&F disse que “não está negociando acordo de leniência com a Controladoria-Geral da União”.
Já a CGU afirmou que “eventuais negociações de acordos de leniência somente podem ser divulgadas após a efetivação do respectivo acordo”.
“Ressaltamos, e sem que possamos confirmar a negociação de acordo de leniência em curso com qualquer pessoa jurídica, que a competência para celebrar acordos de leniência previstos na Lei nº 12.846, de 2013, relativos a atos lesivos praticados contra o Poder Executivo Federal ou contra a administração pública estrangeira é exclusiva da CGU”, continuou.
“Por essa razão, em diversos casos, pessoas jurídicas buscaram firmar acordo de leniência com a CGU mesmo após já terem celebrado ajuste com o MPF, a fim de resolver a responsabilidade administrativa decorrente da prática dos atos lesivos”, concluiu.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (2)
Emerson
02.10.2025 15:36Tudo dentro da normalidade .....
F-35- Hellfire
02.10.2025 14:41A J&F, a JBS são parte dos campeões nacionais eleitos pelo critério de serem amigos do Lula e hoje, bilionários, têm empresas nos EUA. Na verdade tais empresas deveriam pertencer ao povo brasileiro pois foram capitalizadas com dinheiro do tesouro nacional via BNDES, ou seja do povo brasileiro! O Tofolli, perdoador mór de dívidas de empresas envolvidas em corrupção, deveria ser inquirido e indiciado por dispor de multas da ordem de R$10.000.000.000,00 as quais perdoõu pois o fêz com total irresponsabilidade face às quantias envolvidas e sua esposa integra bancas de advogados de empresas que têm interêsse nos casos das quais participam JBS, J&S, etc...