Novo aciona Conselho de Ética contra deputada petista por agressão
Camila Jara (PT-MS) empurrou o secretário-geral da Mesa Diretora durante bate-boca no plenário da Câmara na semana passada
O Novo protocolou nesta terça-feira, 16, no Conselho de Ética da Câmara, uma representação contra a deputada federal Camila Jara (PT-MS) por quebra de decoro parlamentar, por supostas agressões ao secretário-geral da Mesa Diretora da Casa, Lucas Ribeiro Almeida Júnior, na última terça-feira, 9.
Segundo o partido, o episodio ocorreu durante a confusão no plenário após o deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ) ocupar a cadeira do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). “No contexto do tumulto, Camila Jara teria agredido fisicamente o secretário-geral da Mesa Diretora, Lucas Ribeiro Almeida Júnior, com empurrões, gestos intimidatórios e ofensas verbais, conduta que está registrada em vídeo”, diz a sigla, em nota.
Um vídeo publicado nas redes sociais, gravado no plenário, mostra Camila Jara batendo boca com o servidor e, durante a discussão, o empurrando.
O Novo pede a abertura de processo disciplinar contra a parlamentar e punição que pode chegar à perda do mandato.
Segundo o partido, a atitude da petista viola dispositivos do Código de Ética e Decoro Parlamentar, que exigem respeito, urbanidade e dignidade no exercício do mandato, principalmente no trato com servidores da Casa. O Novo argumenta que agressões físicas ou morais na Câmara atentam contra a dignidade da representação popular.
A representação também cita o episódio em que Camila Jara teria agredido o também deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) em 6 de agosto. Um vídeo compartilhado por Nikolas mostra que, quando o presidente da Casa encerrou a sessão do plenário na data e se levantou de sua cadeira, Nikolas, que estava atrás, sofreu uma queda. Camila Jara teria derrubado o congressista.
De acordo com o Novo, “a reincidência reforça a necessidade de uma punição exemplar para evitar episódios recorrentes de violência e a criação de ambiente hostil na Casa Legislativa”.
Petista se manifestou
Após a repercussão do vídeo gravado na última terça-feira, Camila Jara se manifestou, por meio de nota. A parlamentar disse para não esperarem dela “passividade diante da violência”.
“Ontem [9 de dezembro] foi um dia ruim na Câmara. É sempre chato ver o Legislativo suavizar penas pra criminosos e ainda acenar para a impunidade dos poderosos. Fomos voto vencido. É o resultado de um Plenário que está distante das pautas da população. Como se fosse pouco a aprovação desta pauta antidemocrática, ontem assistimos cenas de pugilismo no plenário, com deputadas e deputados sendo agredidos pela própria polícia legislativa”, inicia a nota.
“Vi também uma deputada sendo pisoteada. E outra empurrada com toda brutalidade. Enquanto isso, jornalistas foram impedidos de trabalhar. E a TV Câmara, num ato de censura, deixou de transmitir a sessão. Um horror. Me indignei. Minha família me ensinou a me posicionar contra injustiças. As cenas de ontem são inaceitáveis numa democracia. São violentas”.
Ela prosseguiu: “E não adianta vir pra cima de mim com este velho machismo que tacha todas as mulheres de desequilibradas. Não esperem de mim passividade diante da violência. A população espera dos deputados decoro e foco nas soluções para o país”.
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Comentários (1)
FRANCISCO JUNIOR
16.12.2025 18:38Eu só queria saber se o Novo votou pela cassação da Carla Zambelli, afinal ela cometeu crimes "um pouco" mais sérios do que um empurrão. Pouca coisa, afinal correr atrás de uma pessoa com arma na não, ou invadir o CNJ é bobagem...