“Não venha com papo de compensação”, diz Luiz Marinho sobre fim da escala 6×1
Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, empresas serão compensadas com aumento da produtividade após fim da escala
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, criticou nesta quinta-feira, 21, a ideia de que se estabeleça alguma medida para compensar as empresas que forem afetadas pelo eventual fim da escala de seis dias de trabalho por um dia de descanso no país e pela redução da jornada de trabalho semanal para 40 horas. Segundo o ministro, a compensação se dará pelo aumento da produtividade.
“O trabalhador ou a trabalhadora, quando está satisfeito, produz mais. Ele vai faltar menos no trabalho. Portanto, vai aumentar a produtividade. E não venha com o papo de compensação, porque a compensação está aqui nesses dados que eu estou falando. Está nos dados da diminuição de falta e da melhoria da produtividade”, declarou Marinho.
“Essa é a compensação que aconteceu na história, no Brasil e no mundo. Quando reduziu de 60 horas para 48 horas, melhorou o ambiente de trabalho, melhorou a produtividade. Quando reduziu de 48 para 44, a mesma coisa. E vai acontecer de novo agora, especialmente com o fim da escala 6×1. É isso que queremos. Portanto, o nosso grito é ‘fim da escala 6×1 já'”, acrescentou.
Marinho participou de um seminário sobre o fim da escala 6×1, em Belo Horizonte, organizado pela comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da deputada Erika Hilton (Psol-SP) que acaba com a escala e a PEC de Reginaldo Lopes (PT-MG) que reduz a jornada semanal.
O relator das PECs na comissão especial, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar seu parecer sobre os texto na segunda-feira, 25. Antes, a previsão era que apresentasse na quarta, 20.
O adiamento ocorreu porque ainda há pontos das PECs em discussão, como se haverá e como será o período de transição para a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.
Segundo Prates, se houver pedido de vista após a apresentação do parecer, na segunda-feira, as PECs serão votadas na comissão especial no dia 28 de maio, e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que assim que terminar a votação no colegiado, vai iniciar a discussão das propostas no plenário. Dessa forma, a previsão é que a Câmara conclua a tramitação dos textos na próxima semana.
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Comentários (1)
Ita
22.05.2026 11:55A visão de L. Marinho é que quanto menos horas trabalhadas individualmente mais trabalhadores serão necessários para realizar as tarefas e aí os Sindicatos terão mais contribuições, mais dinheiro para manter seus apaniguados. Simples assim.