“Não seja tão vil”, diz Eduardo a Zema
Deputado cassado afirmou que ex-governador se precipitou ao condenar áudios de Flávio a Vorcaro
O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou a postura do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo-SP) de considerar “imperdoável” os áudio vazado envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o empresário Daniel Vorcaro.
Em publicação no X, Eduardo afirmou que Zema se precipitou ao comentar o caso.
“Não sequer ouviu o outro lado, bastou um par de horas para a “união da direita”, o “potencial vice” se aproveita e larga esta acusação sem fundamentos. Não houve desvio de dinheiro, Lei Rouanet ou recursos públicos. Não seja tão baixo, tão vil, Romeu Zema”, escreveu no X.
Mais cedo, Zema afirmou em vídeo que o conteúdo dos áudios compromete a “credibilidade” de Flávio Bolsonaro.
“Flávio, ouvir você cobrando o dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”, declarou o ex-governador.
Zema também disse que políticos que desejam disputar o comando do país precisam demonstrar coerência entre discurso e prática. “É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, concluiu.
O áudio
O site The Intercept Brasil divulgou um áudio em que Flávio cobra Vorcaro por por pagamentos destinados à produção do longa. que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No áudio, Flávio expressa receio de que a produção acabasse dando “calote” no ator Jim Caviezel, protagonista do filme, além do diretor Cyrus Nowrasteh e demais profissionais estrangeiros contratados.
Eis a íntegra da transcrição do áudio, gravado e enviado por Flávio em 8 de setembro de 2025.
“Irmão, preferi mandar um áudio aqui para você ouvir com calma. Bom, aqui a gente tá passando por um dos momentos mais difíceis das nossas vidas, né? Não sei como vai ser tudo daqui para frente, como tudo vai acabar, mas tá na mão de Deus aí. Você eu sei que tá passando por um momento dificílimo aí também. Essa confusão toda, né. Você sem saber como vai caminhar isso tudo…
E, apesar de você ter dado a liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá? Mas, enfim, é porque tá num momento muito decisivo aqui do filme e, como tem muita parcela para trás, cara, tá todo mundo tenso e fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou para o filme, né. Imagina a gente dando calote num Jim Cavieziel [ator principal], num Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme]… os caras renomadíssimos no cinema americano e mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir nesse filme pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara.
Então, se você puder me dar um toque, uma posição aí, Daniel… Porque a gente precisa saber o que que faz da vida, cara, porque já tem muita conta para pagar esse mês, e o mês seguinte também. E agora que é reta final a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos, porque se não a gente perde tudo, cara. Todo o contrato. Perde ator, diretor, perde equipe, perde tudo. Se puder me dar um toque aí, irmão, abração.. fica com Deus.”
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