“Não podemos tirar do povo direito de escolher governador do RJ”, diz Pedro Paulo
Supremo Tribunal Federal julga nesta quarta-feira se as eleições para mandato-tampão no RJ devem ser diretas ou indiretas
O deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ), que é o presidente do diretório fluminense do Partido Social Democrático (PSD), defendeu nesta quarta-feira, 8, em entrevista a O Antagonista, que sejam realizadas eleições diretas para o mandato-tampão de governador e vice-governador do Rio de Janeiro. O Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar nesta quarta duas ações do PSD que tratam do tema.
Em uma delas, a sigla questiona dispositivos da Lei Complementar estadual 226/2026 que preveem eleição indireta, pela Alerj, caso a dupla vacância ocorra nos dois últimos anos do mandato. A norma diz que a votação deve ser nominal e aberta e que candidatos que ocupem cargos públicos devem se desincompatibilizar até 24 horas após a dupla vacância.
Já na outra ação, o partido questiona a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a realização de eleições indiretas para o mandato-tampão. O partido argumenta que, conforme o Código Eleitoral, se a vacância do cargo se der por questões eleitorais, a eleição só deve ser indireta se faltarem menos de seis meses para o fim do mandato.
De acordo com Pedro Paulo, o objetivo das ações é “garantir que o estado do Rio de Janeiro fique livre de uma máfia que tomou de assalto o governo do estado, a começar pelo processo eleitoral“. “É importante a gente lembrar que o motivo da cassação do ex-governador Cláudio Castro foi corrupção, roubo nas eleições de 2022, a partir de um projeto que ficou conhecido no Brasil inteiro, chamado Ceperj”.
O parlamentar acusa o ex-governador do Rio de ser o responsável direto pela atual confusão institucional do Rio de Janeiro, em que não se sabe como será escolhido o governador para o mandato-tampão.
Ele argumenta que desde dezembro de 2025 já se sabia que a linha sucessória não existia mais e quem assumiria o governo interinamente seria o presidente do Tirbunal de Justiça. “Por que não se mobilizaram para organizar isso, esperaram o processo de cassação? Poderiam ter organizado isso, não organizaram”, diz Pedro Paulo.
O congressista afirma que o estrado deve ter eleições diretas para o mandato-tampão porque é assim que determina a Constituição e o Código Eleitoral.
“A democracia precisa de segurança, precisa de legitimidade. A gente não pode suprimir o desejo do povo fluminense de escolher o seu governador, o seu novo líder, para acabar com essa máfia que assaltou o estado do Rio de Janeiro. E é preciso dar esse direito ao povo, mesmo que seja num prazo curto, mesmo que tenhamos duas eleições num prazo de 180 dias ou até uma modulação que o STF entenda necessária”, pontua o deputado.
“Mas não podemos tirar do povo fluminense esse direito democrático de escolher quem é o governador que ocupa o Palácio Guanabara mesmo num período curto, para que possa retomar a estabilidade institucional no Rio de Janeiro”, acrescenta.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)