Muralha Paulista integra câmeras de cidadãos e comércio
Sistema de segurança de SP associa dispositivos de cidadãos e estabelecimentos comerciais para combate à criminalidade e recuperação de bens
O governo de São Paulo anunciou nesta segunda-feira, 15, uma nova fase de expansão do programa Muralha Paulista, que permite a integração de câmeras de monitoramento de moradores e comércios. A iniciativa, detalhada pelo coordenador do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), Rodrigo Vilardi, visa potencializar o combate à criminalidade em mais de 200 municípios do Estado.
A medida possibilita que as imagens voluntariamente cedidas por proprietários de imóveis e empresas auxiliem no controle da mobilidade criminal, na prisão de foragidos, na recuperação de veículos roubados e na localização de pessoas desaparecidas, fortalecendo a segurança pública paulista.
Expansão e cadastro simplificado para cidadãos e comércios
Agora, qualquer cidadão ou estabelecimento comercial poderá integrar câmeras privadas à rede de vigilância policial do estado. Esta expansão visa fortalecer o controle da segurança pública em território paulista.
Para participar, os interessados devem acessar o site oficial www.portaldaseguranca.sp.gov.br/login. O login é feito através da conta Gov.br, seguido do preenchimento das informações solicitadas. Um requisito é que as câmeras estejam direcionadas para ambientes públicos.
Não há limite para a quantidade de câmeras que podem ser cadastradas, seja por uma residência ou por grandes empresas e comércios. A formalização da adesão ocorre com a aceitação de um termo que autoriza o uso das imagens captadas. O sistema garante a privacidade e a ética no manejo dos dados, operando com perfis de acesso restritos e em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Mecanismo de prevenção e resultados alcançados
O funcionamento do Muralha Paulista baseia-se na conexão de diversos dispositivos, como sensores, leitores de placas veiculares, e câmeras de monitoramento e reconhecimento facial. Essas ferramentas são interligadas diretamente aos sistemas policiais, formando uma rede de inteligência. Esta integração fornece aos agentes acesso imediato a informações unificadas, auxiliando no controle da mobilidade criminal no território paulista.
As imagens e dados coletados são usados para identificar foragidos da Justiça por meio de reconhecimento facial. Também são importantes na recuperação de veículos roubados ou furtados e na localização de pessoas desaparecidas.
O objetivo é “diminuir a mobilidade criminal, ou seja, impedir que criminosos circulem facilmente pelo Estado de uma maneira impune”, conforme explica Rodrigo Vilardi, coordenador do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).
A capacidade de antecipar ocorrências é uma das vantagens apontadas. Vilardi detalha que, “quando tiver uma ocorrência, o policial pode antecipar o que está acontecendo mesmo antes de chegar. Ele já sabe o que vai encontrar”. O programa também disponibiliza materiais gráficos e placas para identificar as áreas sob monitoramento, reforçando a estratégia de prevenção.
Atualmente, mais de 200 municípios já fazem parte do programa no Estado de São Paulo. A rede conta com uma infraestrutura considerável, incluindo 14 mil leitores de placas, 5 mil câmeras de reconhecimento facial e 17 mil câmeras de monitoramento em tempo real. Em agosto deste ano, o sistema emitiu 180 mil alertas relacionados a veículos roubados.
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