MPE aciona Justiça Eleitoral após Zema usar celular na cabine de votação
Diretor do TRE-MG confirmou que ação foi apresentada e que caso será analisado pela Corte eleitoral
O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou uma ação à Justiça Eleitoral após o candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) usar o celular dentro da cabine de votação, em Araxá (MG).
“O Ministério Público ingressou com uma ação em relação a esse fato. Naturalmente, isso ainda vai ser julgado pela Corte. Nós não temos ainda um andamento. Isso não vai ocorrer por agora, mas já foi apresentada pelo Ministério Público Eleitoral uma ação referente a esse fato”, afirmou o diretor do TRE-MG, Rodolfo Pacheco.
Com a ação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral, o caso será analisado pelo TRE-MG, que deverá definir os próximos encaminhamentos do processo.
Zema diz que foi “por hábito”
Zema levou o aparelho para a cabine durante a votação na Escola Estadual Delfim Moreira.
O candidato disse que entrou com o celular “por hábito” e negou ter usado o equipamento para registrar o voto.
“Eu ando com o celular o dia todo. Ele é quase como se fosse um dedo. Ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo. A cola eu levei no papel”, afirmou.
Regra eleitoral
O Tribunal Superior Eleitoral proíbe a entrada na cabine com celulares, câmeras e outros equipamentos capazes de registrar ou transmitir o voto, mesmo que estejam desligados.
Antes de votar, o eleitor deve deixar o aparelho em local indicado pela mesa receptora.
A regra busca preservar o sigilo do voto. A legislação também prevê como crime eleitoral violar ou tentar violar esse sigilo, com pena de até dois anos de detenção.
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