MP-SP troca promotor e reabre ofensiva contra Monark
Novo responsável pelo caso pede continuidade de ação e cobra R$ 4 milhões por declarações de 2022
O Ministério Público de São Paulo mudou o promotor responsável pela ação contra o influenciador Bruno Monteiro Aiub, o Monark, por declarações feitas em 2022, durante episódio do podcast Flow, diz o Estadão.
A alteração ocorreu após o órgão ter pedido o arquivamento do caso no fim de março. Na ocasião, o promotor de Justiça Marcelo Otavio Camargo Ramos mudou sua avaliação em manifestação protocolada no processo.
Agora, o novo promotor, Ricardo Manuel Castro, passou a defender a continuidade do processo e solicitou a condenação do influenciador ao pagamento de R$ 4 milhões por danos morais coletivos.
Segundo o MP-SP, a substituição foi determinada pelo procurador-geral de Justiça substituto, durante afastamento do titular do cargo.
O órgão afirmou ainda que a vaga na promotoria de Direitos Humanos estava em aberto, o que levou a designações temporárias de diferentes promotores.
A defesa de Monark reagiu à troca e afirmou ter recebido a decisão com “espanto”.
Em nota, os advogados alegam violação de princípios processuais, como o do promotor natural, e questionam a reabertura de uma manifestação já feita no processo.
Entenda o caso
O caso tem origem em declarações feitas pelo influenciador em 2022, quando defendeu que partidos nazistas deveriam (ter o direito de) ser legalizados, e que qualquer pessoa teria o direito de ser “anti-judeu”.
As falas levaram à denúncia apresentada pelo MP-SP em 2024. Após a repercussão, Monark afirmou em vídeo que estava “muito bêbado” no momento das declarações.
No fim de março, o então promotor responsável pelo caso havia defendido o arquivamento, ao entender que as falas “se enquadram na defesa abstrata (embora equivocada) da liberdade de convicção e expressão, e não na defesa do ideário nazista em si”.
A ação foi aberta depois que as declarações de Monark geraram repercussão negativa e levaram ao seu desligamento do Flow, um dos podcasts mais ouvidos do país.
O MP-SP classificou inicialmente as falas como discurso de ódio com conteúdo antissemita.
O promotor Marcelo Otavio Camargo Ramos, porém, havia mudado sua avaliação Para ele, as declarações se enquadraram na defesa da liberdade de convicção e de expressão, e não na propagação do ideário nazista propriamente dito.
Ramos afirmou que o debate em que Monark participou, ao lado dos então deputados federais Kim Kataguiri e Tabata Amaral, não tratava dos aspectos negativos da ideologia nazista, mas sim dos limites da liberdade de expressão.
O promotor também levou em conta que, antes de fazer as afirmações polêmicas, o influenciador qualificou o nazismo como “merda”, “lixo” e algo “do demônio”.
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Comentários (1)
Fabio
18.04.2026 12:25Esse MP tem que ser extinto, só tem militante.