Mourão leva presente a Braga Netto na prisão
Senador entregou ao general livro sobre a Segunda Guerra Mundial; Damares e Rogério Marinho fizeram visitas
O senador Hamilton Mourão (Republicanos) visitou nesta quinta-feira, 17, o general Walter Braga Netto na prisão, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar a ida de 24 parlamentes, segundo O Globo.
O ex-vice-presidente presenteou Braga Netto com livro “The generals – American Military Command from World War II to Today” (“Os Generais: O comando militar americano da Segunda Guerra Mundial até hoje”, em tradução) sobre a Segunda Guerra Mundial.
“Foi um encontro de dois amigos. Apenas isso. A questão é que ele já está preso há mais de quatro meses, o que, na minha visão, é irregular em termos de prisão preventiva”, disse Mourão.
Além dele, os senadores Rogério Marinho (PL) e Damares Alves também fizeram visitas ao general.
Autorização
Na última quinta, 10, Moraes autorizou que 24 parlamentares visitem o general Braga Netto, preso desde dezembro do ano passado.
“Em virtude do consentimento do custodiado Walter Souza Braga Netto, defiro os pedidos formulados e autorizo a realização de um dia de visita ao deputado federal Sóstenes Cavalcante e aos seguintes senadores da república”, decidiu Moraes.
No despacho, o ministro limitou a um dia de visita para cada parlamentar, com o máximo de três visitas individuais por dia, e proibiu a entrada com celulares ou aparelhos eletrônicos.
“As visitas deverão respeitar as normas 1ª Divisão do Exército, Vila Militar do Rio de Janeiro, bem como as seguintes determinações: (a) Limite máximo de 3 visitas individuais por dia, cujas datas serão definidas pelas normas regulamentares do batalhão onde o preso encontra-se recolhido, vedado, inclusive, o ingresso de assessores, seguranças, membros da imprensa; (b) proibição de ingresso portando aparelhos celulares, equipamentos fotográficos ou qualquer outro dispositivo eletrônico, bem como do registro de imagens no interior da unidade prisional, sob pena de responsabilização“, diz trecho.
O senador Izalci Lucas e o líder do PL na Câmara, Sóstenes Calvancate, apresentaram os pedidos ao STF. Os advogados de Braga Netto concordaram com as visitas.
Prisão
Em dezembro do ano passado, Braga Netto foi preso em Copacabana.
Ex-ministro da Casa Civil e da Defesa durante o governo Bolsonaro, o general está entre os denunciados pela PGR pelos crimes de abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de Estado e organização criminosa.
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