Motta ‘cria’ sala VIP e fecha plenário para almoço de deputados
Congressistas reclamaram com o presidente da Câmara por ter que "esperar mesas" ocupadas por jornalistas ou assessores parlamentares na hora do almoço
Por determinação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o acesso ao Plenário da Casa passou, desde esta segunda-feira, 2, a ser fechado durante a hora do almoço.
Conforme apurou O Antagonista, a determinação ocorreu após reclamações de parlamentares que se sentiram incomodados com a presença de assessores e de jornalistas no chamado “cafezinho da Câmara”, local onde funciona um restaurante normalmente frequentado pelos Congressistas.
Alguns deputados reclamaram a Motta que era “inadmissível esperar mesas” ocupadas por jornalistas ou assessores parlamentares na hora do almoço.
A decisão, inédita, conforme apurou este portal, visa, na visão dos deputados, preservar a privacidade de alguns parlamentares na hora do almoço.
Com o fechamento do Plenário na hora do almoço, na prática, Hugo Motta criou uma espécie de sala VIP que somente será frequentada por deputados a partir de agora.
Sala VIP para fugir de pessoas inconvenientes
No ano passado, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) tentou construir uma sala VIP no Aeroporto Internacional de Brasília exclusiva para seus 27 ministros.
Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, a Corte, responsável por julgar recursos sobre questões trabalhistas e uniformizar a jurisprudência, pretendia gastar mais de 1,5 milhão de reais em dois anos para finalizar e manter o espaço.
Ao justificar a obra, o tribunal afirmou que “a forma como eram realizados os embarques e desembarques aéreos das autoridades propiciava a aproximação de indivíduos mal-intencionados ou inconvenientes, o que aumentava significativamente os riscos evitáveis para essas autoridades”.
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A ideia inicial era que, na sala VIP, os ministros do TST tivessem direito a acompanhamento pessoal por funcionários do aeroporto, ao custo de 284 reais por atendimento.
Todas as regalias seriam bancadas com dinheiro público. No entanto, após a repercussão negativa do episódio, o TST recuou da construção da sala VIP.
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