Motta cobra intervenção federal no contrato da Enel em SP
Segundo o presidente da Câmara, a maior cidade do país não pode continuar sofrendo com má prestação do serviço de energia
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta quinta-feira, 18, que a Casa enviou uma indicação ao Ministério de Minas e Energia para que seja feita uma intervenção no contrato da Enel Distribuidora São Paulo, responsável pela distribuição de energia na Grande São Paulo.
O motivo, disse o parlamentar, é a “má prestação do serviço de energia“ na região. Motta se manifestou por meio de publicação no X.
“Estive em contato com os deputados Jonas Donizette (PSB-SP) e Baleia Rossi (MDB-SP), que representam a Bancada Paulista da Câmara. Em atendimento a uma solicitação do grupo, que cobrou um posicionamento da Casa em relação à má prestação do serviço de energia em São Paulo, comunico que a Câmara dos Deputados enviou uma indicação ao Ministério de Minas e Energia para que haja uma intervenção no contrato com a empresa Enel“, escreveu.
“A maior cidade do país e sua população não podem continuar sofrendo com este descaso“, complementou.
Na última terça-feira, 16, o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), o governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, se reuniram, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, para tratar da intervenção federal na Enel pela demora no restabelecimento da energia elétrica.
Em entrevista coletiva, Silveira anunciou que o governo federal pedirá a caducidade do contrato com a empresa italiana.
A caducidade ou extinção do contrato pode ocorrer quando a concessionária descumpre obrigações contratuais e não tem condições de manter a prestação de serviços à população.
Devido à passagem de um ciclone extratropical na semana passada, cerca de 2,1 milhões de imóveis ficaram sem energia elétrica na Grande São Paulo.
Na segunda-feira, 15, Nunes havia afirmado que não dá mais para “suportar e aturar” a lentidão da empresa para solucionar os problemas de energia elétrica relacionados ao vendaval e às chuvas da última semana.
“Eu comentava agora, antes de entrar aqui, a gente, às 17:30… 19:30 de hoje, aqui na cidade de São Paulo tinha 39 mil imóveis sem energia, 160 mil pessoas. Agora, ao entrar aqui para o Roda Viva, já ia para 46 mil pessoas. Quer dizer, aumentou o número de domicílios sem energia na cidade de São Paulo. São Bernardo tinha 1.500, agora já foi para 15 mil”, declarou.
“Então, a gente não consegue entender como que essa empresa ainda permanece com a concessão de energia, devido a tantos e tantos problemas que ela tem causado para as pessoas. Lembrando que a gente teve problema em 2023, com 2,1 milhões de imóveis sem energia, 2024, com 2,3 milhões de pessoas sem energia. Agora, de novo, 2025, com 2,2 milhões de pessoas sem energia”.
Ele prosseguiu: “E estamos no sexto dia. No sexto dia e ainda com problemas. Então é algo que não dá mais para a gente suportar e aturar. A população está sofrendo muito, e o governo federal precisa tomar uma atitude”.
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