Motoristas que usam celular no trânsito precisam conhecer o art. 252 do CTB
Entenda o que o art. 252 do CTB prevê para motoristas que manuseiam o celular dirigindo e por que isso sai tão caro
O uso do celular ao volante tornou-se um dos principais problemas de segurança viária no Brasil. Com a popularização dos smartphones, muitos motoristas passaram a atender chamadas, trocar mensagens ou acessar aplicativos enquanto dirigem, aumentando o risco de acidentes e reforçando a importância do cumprimento do art. 252 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
O que diz o art. 252 do CTB sobre uso de celular ao volante?
O art. 252 do CTB proíbe que o condutor dirija com apenas uma das mãos quando isso não for necessário à operação do veículo. No caso do celular, a infração ocorre quando o motorista manuseia o aparelho com o veículo em movimento, para falar, enviar mensagens ou usar aplicativos.
A lei diferencia portar o aparelho de interagir com ele. Por envolver distração manual, visual e cognitiva, o uso do celular ao volante é classificado como infração gravíssima, pois aumenta significativamente o risco de colisões e atropelamentos.
Quais são as penalidades por usar o celular dirigindo?
Manusear o celular durante a condução gera multa de natureza gravíssima e registro de pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O valor é mais alto que o de infrações leves ou médias, refletindo o potencial de risco à segurança viária.
Em casos de reincidência ou acúmulo de infrações, o motorista pode ter a CNH suspensa e ser obrigado a fazer curso de reciclagem. Assim, além do risco imediato de acidentes, o uso indevido do celular impacta diretamente a rotina e a mobilidade do condutor.

Por que o CTB é rígido com o celular ao volante?
A rigidez do art. 252 está ligada ao grande número de acidentes relacionados à distração do motorista. Alguns segundos olhando para a tela bastam para percorrer dezenas de metros sem controle adequado do veículo, criando situações de alto risco.
O celular provoca distração visual (olhos fora da via), manual (mão fora do volante) e cognitiva (pensamento fora da tarefa de dirigir). Essa combinação reduz o tempo de reação e justifica o tratamento do comportamento como infração gravíssima no CTB.
Como dirigir em segurança sem violar o art. 252?
Para se manter conectado sem descumprir a lei, é essencial planejar o uso do celular antes de iniciar o trajeto e recorrer a recursos que reduzam a necessidade de manusear o aparelho. A seguir, algumas práticas recomendadas para conciliar conectividade e segurança:
Configurar navegação e música antes de sair evita distrações
Ajustar aplicativos de rota, playlists e preferências ainda com o veículo parado reduz a necessidade de mexer na tela durante a condução.
Suporte fixo e viva-voz ajudam a manter as mãos no volante
Utilizar suporte fixo para celular e sistemas de viva-voz ou Bluetooth favorece o acesso mais controlado às funções do aparelho sem comprometer tanto a atenção.
Respostas automáticas diminuem a pressão por interagir
Ativar respostas automáticas em aplicativos de mensagem durante a condução ajuda a informar contatos sem exigir leitura ou digitação no trânsito.
Notificações devem esperar até uma parada segura
Evitar ler notificações com o veículo em movimento é essencial para preservar o foco. Quando necessário, o ideal é parar em local seguro antes de verificar o celular.
Como criar novos hábitos para cumprir o art. 252?
Adaptar-se à regra exige mudar hábitos e controlar o impulso de checar o celular a cada notificação. Definir previamente que o aparelho ficará fora do alcance das mãos e só será usado em paradas planejadas ajuda a consolidar um comportamento mais seguro.
Rotinas como revisar periodicamente as normas do CTB, avisar familiares sobre possíveis atrasos nas respostas e usar modos “dirigindo” em aplicativos contribuem para que o respeito ao art. 252 se torne natural, favorecendo um trânsito mais seguro para todos.
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