Moro cobra prisão preventiva de três ex-integrantes do INSS
André Fidelis, Alexandre Guimarães e Virgílio Filho são investigados pelo recebimento de 17 milhões de reais de intermediários das associações suspeitas de fraudes contra aposentados
O senador Sergio Moro (União-PR) cobrou nesta quarta-feira, 30, a prisão preventiva de três ex-integrantes do INSS —André Fidelis, Alexandre Guimarães e Virgílio Filho–, investigados pelo recebimento de 17 milhões de reais de intermediários das associações suspeitas de fraudes contra aposentados e pensionistas.
“Surgiram indícios de subornos pagos à cúpula do INSS pelo esquema de fraudes contra os aposentados. Deveriam ser presos preventivamente”, disse o ex-juiz da Lava Jato no X.
Além dos recursos repassados, a PF identificou a transferência de bens de luxo à esposa de Virgílio Filho, procurador-geral afastado do cargo no INSS por decisão da Justiça na semana passada.
“Careca do INSS”
A Polícia Federal diz que Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, recebeu 53,58 milhões de reais de entidades associativas e de intermediárias no esquema de descontos ilegais de aposentadorias atribuído à cúpula do Instituto Nacional do Seguro Social.
Apontado na investigação como “epicentro da corrupção ativa”, o lobista também teria transferido 9,32 milhões de reais a pessoas relacionadas a servidores do órgão entre 2023 e 2024.
“A partir da análise detalhada das transações financeiras identificadas na presente IPJ, é possível concluir que o esquema em questão envolve uma rede de empresas e pessoas físicas que atuam de forma coordenada para movimentar recursos advindos de um esquema ilícito, utilizando mecanismos complexos de envio e recebimento de valores entre as partes envolvidas”, afirmou o inquérito da PF.
O “Careca do INSS” usava empresas “para prestar serviços de consultoria a entidades que cobram mensalidades associativas dos aposentados”.
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Repasses
Segundo a investigação, o lobista pagou 7,54 milhões de reais a Virgílio Filho, ex-procurador-geral do INSS, 1,46 milhão de reais a André Fidelis e 313 mil reais a Alexandre Guimarães, ambos ex-diretores do instituto.
Os pagamentos teriam sido realizados direta ou indiretamente.
O Ministério Público Federal indicou no processo relacionado à operação Sem Desconto que “emergem sérios indícios” de que “associações realizaram (e continuam promovendo) descontos associativos indevidos de milhares de aposentados e pensionistas do INSS, auferindo, assim, enriquecimento ilícito, possível ocultação de patrimônio e de movimentações financeiras, crimes de corrupção, violação de sigilo funcional e organização criminosa”.
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Comentários (2)
Marian
30.04.2025 18:04Recordar é viver; Bons tempos vividos na Lava Jato, quando se condenavam aqueles que lesavam a população através de desvio em empresas públicas. Agora o roubo é na veia.
Marcia Elizabeth Brunetti
30.04.2025 17:59Só desses três, já deve ter uma boa "graninha" para pagar parte dos aposentados lesados. Se pegar o $ dos demais para tudo. E não seremos nós que iremos pagar essa conta. É muito simples, mas tem que ter condições de prender todos. Se o Lewandowski permitir, claro.