Moro cobra demissão do diretor-geral da PF
"Lula, mantendo-o no cargo, mostra conivência com a transformação de parte da PF em polícia política", diz o senador
Candidato ao governo do Paraná, o senador Sergio Moro (PL-PR, foto) cobrou neste sábado, 5, a demissão do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
“O Diretor da Polícia Federal Andrei Rodrigues deveria ser demitido. Os relatórios apócrifos da PF demonstram que parte do órgão opera como instrumento político contra o Min André Mendonça e as investigações do Banco Master. Lula, mantendo-o no cargo, mostra conivência com a transformação de parte da PF em polícia política”, disse o senador em seu perfil no X.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes usou um relatório da PF sem assinatura e cheio de ilações sobre as supostas intenções políticas de André Mendonça, relator do caso do Banco Master, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, para pedir a investigação de Mendonça usando como base o inquérito das fake news, aberto em 2019.
Moraes e Vorcaro
O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, retirou o pedido de investigação de dentro do inquérito das fake news e pediu explicações a Moraes, Mendonça, ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também aparece nas conversas eletrônicas de Daniel Vorcaro, e ao diretor da PF.
Mendonça pediu acesso aos dados brutos da investigação após ocorrerem mudanças nos investigadores envolvidos nas apurações, o que levou o relator a suspeitar de que a condução do caso não estava correndo corretamente. Os nomes de Andrei e Gonet eram citados nas mensagens.
A pedido do ministro do STF, os investigadores identificaram para quem Vorcaro mandou mensagens pedindo ajuda e instruções, inclusive antes de ser preso preventivamente pela primeira vez.
As apurações levaram ao nome de Moraes, cujo escritório de advocacia da família, liderado pela esposa, tinha um contrato de 130 milhões de reais com o Master.
Mendonça tirou o sigilo da investigação e a encaminhou para deliberação no plenário do STF.
Ao reagir, Moraes não se explicou e preferiu tentar devolver na mesma moeda, pedindo a investigação de Mendonça por crimes de que o próprio Moraes vem sendo acusado informalmente desde 2019.
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