Moraes pede ao Itamaraty informações sobre agenda de assessor de Trump
Ministro quer as informações para decidir se acata pedido feito pela defesa de Bolsonaro para mudar dia da visita de Beattie
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao Itamaraty, nesta quinta-feira, 12, informações sobre a existência de agenda diplomática de Darren Beattie, assessor sênior do governo dos Estados Unidos para políticas relacionadas ao Brasil, e eventual pedido de visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ministro quer as informações para decidir se acata ou não um pedido de reconsideração feito pela defesa de Bolsonaro, na quarta-feira, 11, em relação ao dia e horário da visita de Beattie ao ex-presidente na Papudinha, em virtude de agenda diplomática a ser realizada pelo visitante.
Na última terça-feira, 10, Moraes autorizou a visita de Darren Beattie ao político do PL na Papudinha em 18 de março, no período das 8h às 10h. A defesa havia pedido que o encontro fosse autorizado para 16 ou 17 de março.
“O visitante cumprirá agenda oficial no Brasil e estará em Brasília por curto período, circunstância que acaba por inviabilizar a realização da visita nas datas ordinárias atualmente previstas para visitação (quartas-feiras e sábados)”, disseram os advogados do ex-presidente no pedido.
O ministro, contudo, destacou que não há previsão legal para realizar alteração específica de dia de visitação, “uma vez que os visitantes devem ser adequar ao regime legal do estabelecimento prisional e não o contrário, no sentido de resguardar a organização administrativa e a segurança”.
As visitas, geralmente, são agendadas para quartas e sábados.
Beattie será acompanhado de um intérprete, cujo nome deverá ser previamente informado.
Darren Beattie
Responsável por conduzir as políticas e ações de Washington em relação a Brasília, Darren Beattie foi nomeado para o cargo no mês passado.
Segundo o Departamento de Estado americano, ele é“apaixonado por promover ativamente a liberdade de expressão como ferramenta diplomática e por utilizar as conquistas culturais excepcionais dos Estados Unidos nas artes, música e academia para promover a segurança, a força e a prosperidade do povo americano”.
Em 2025, Beattie acusou Moraes de ser o “coração pulsante” do que chamou de “complexo de perseguição e censura” contra Bolsonaro.
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