Moraes notifica Hugo Motta sobre denúncia da PGR contra Eduardo Bolsonaro
Moraes lembra um trecho da própria PGR que pede a avaliação sobre a indicação do filho do ex-presidente a condição de líder da minoria
O ministro do STF Alexandre de Moraes notificou o presidente da Câmara, Hugo Motta, para “adoção das providências necessárias” em relação à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), acusado de coação ao longo do processo da chamada ação penal do golpe.
Na manifestação, Moraes lembra um trecho da própria PGR que pede a avaliação por parte da Casa Legislativa sobre a indicação de Eduardo Bolsonaro a condição de líder da minoria. Como mostramos, Motta rejeitou o pedido do PL.
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), vai apresentar um recurso à Mesa Diretora da Câmara.
Sóstenes voltou a dizer que uma decisão da Mesa Diretora da Casa de março de 2015 dispensa Eduardo de registrar presença na Câmara se for líder de bancada e que, por isso, haviam indicado ele para a liderança da minoria.
Ele afirmou que comunicou a Motta previamente sobre esse movimento da oposição para livrar Eduardo de uma perda de mandato por faltas.
“Antes de mais nada, eu quero dizer que eu não tomo como líder nenhuma decisão sem antes conversar com o presidente Hugo Motta. Quando estudamos o regimento da Casa, as resoluções da Mesa e encontramos a brecha na resolução de 2015, a primeira coisa que eu fiz foi comunicar ao presidente Hugo Motta da nossa descoberta e do que nós faríamos. Então, em todo momento o presidente Hugo Motta sabia. Quando nós comunicamos a vocês da imprensa, ele já tinha ciência”, pontuou Sóstenes.
De acordo com o deputado, porém na segunda-feira, 22, Motta ligou para ele e disse que não poderia cumprir com Sóstenes o compromisso de aceitar o movimento. O líder do PL disse acreditar que o recuo de Motta foi por causa da sanção aplicada pelo governo americano à esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base na Lei Magnitsky.
“[Moraes] pressionar o presidente da Câmara, se é que isso aconteceu, não estou afirmando, porque o presidente Hugo Motta não me falou que foi ele que ligou, mas me estranhou a mudança de postura do presidente Hugo Motta depois da Magnitsky na família do ministro Alexandre de Moraes”, falou Sóstenes.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)