Moraes manda investigar deputado Adail Filho por suspeita de corrupção
Apuração envolve suspeitas de desvios em município do Amazonas e R$ 1,2 milhão apreendidos com empresários ligados a prefeitura
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito para investigar o deputado federal Adail Filho (MDB-AM) por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.
A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e envolve apurações sobre possíveis desvios de recursos públicos destinados ao município de Coari, no Amazonas.
As suspeitas ganharam força após a apreensão de R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo no aeroporto de Brasília, em maio do ano passado.
O valor estava com três empresários do Amazonas, ligados a empresas que mantinham contratos com a prefeitura de Coari, administrada por Adail Pinheiro, pai do parlamentar.
Segundo as investigações, documentos e aparelhos eletrônicos apreendidos na ocasião indicam movimentações financeiras suspeitas e possíveis repasses de emendas parlamentares que teriam beneficiado o deputado e o prefeito por meio de empresas.
Há indícios de que essas companhias tenham sido utilizadas em fraudes em processos licitatórios.
Decisão de Moraes
Moraes apontou que os fatos investigados têm relação com o exercício do mandato parlamentar, o que justifica a tramitação do caso no STF.
Com a decisão, a Polícia Federal ficará responsável por conduzir as diligências.
O ministro determinou que documentos pendentes sejam enviados em até 48 horas e estabeleceu prazo de 60 dias para o avanço inicial das investigações.
Defesa se manifesta
Em nota, Adail Filho afirmou que tomou conhecimento da investigação pela imprensa e disse que sua defesa já solicitou acesso aos autos.
O parlamentar negou qualquer irregularidade.
“Diante disto, a assessoria jurídica do parlamentar já apresentou pedido ao Ministro Relator, Doutor Alexandre de Moraes, para ter acesso a integralidade do que fora produzido até a presente oportunidade, visto que jamais e em tempo algum foi chamado ou pediram informações sobre qualquer fato.”
A defesa acrescentou que refuta as acusações e que prestará esclarecimentos assim que tiver acesso ao conteúdo da investigação.
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