Moraes dá 24 horas para Polícia Penal explicar demora no retorno de Bolsonaro após exame
Ministro do STF ordenou detalhamento de escolta que levou o ex-presidente para a realização de um exame e procedimento médico
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para a Polícia Penal do Distrito Federal detalhar a escolta do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na ida ao hospital DF Star, no domingo, 14, para a realização de um exame e procedimentos médicos em Brasília.
No despacho, o ministro solicita o detalhamento do carro que transportou Bolsonaro na ida e na volta, os agentes que acompanharam o ex-presidente no quarto e o “motivo de não ter sido realizado o transporte” imediatamente após a liberação médica.
“Em 8/9/2025, a Defesa de JAIR MESSIAS BOLSONARO requereu autorização “para deslocamento a fim de se submeter a procedimento médico no Hospital DF Star, no dia 14/09/2025”(eDoc. 1.867), o que deferi em 10/9/2025 nos autos da AP 2.668/DF, mediante escolta policial.
É o relatório. DECIDO.
OFICIE-SE à Polícia Penal do Distrito Federal para que, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, envie aos autos relatório circunstanciado sobre a escolta realizada, com informações do carro que transportou o custodiado, agentes que o acompanharam no quarto e o motivo de não ter sido realizado o transporte imediato logo após a liberação médica.”
Leia mais: Moraes autoriza Bolsonaro a receber visita de relator do projeto da anistia
Esquema de segurança e procedimentos médicos
A ida ao hospital contou com escolta policial, varredura na porta da unidade e revista de mochilas de apoiadores.
Bolsonaro saiu do condomínio onde mora, em Brasília, acompanhado de ao menos oito viaturas policiais descaracterizadas e um helicóptero que seguiu todo o trajeto.
O ex-presidente chegou ao hospital às 8h, quando ruas de acesso estavam parcialmente bloqueadas e veículos suspeitos eram vistoriados.
O cerco de segurança ocupava todo o quarteirão, com pelo menos 50 policiais envolvidos. Este foi o primeiro deslocamento de Bolsonaro após sua condenação a 27 anos e três meses de prisão pela Primeira Turma do STF.
Por estar em prisão domiciliar, Bolsonaro precisou de autorização do ministro Alexandre de Moraes para a ida ao hospital.
O procedimento médico incluía a remoção de duas lesões na pele: uma pinta benigna no tronco e outra ainda desconhecida, que será enviada à biópsia.
O ex-presidente também passou por exames. Segundo o boletim médico, Bolsonaro apresenta quadro de anemia por deficiência de ferro e a tomografia de tórax mostrou imagem residual de pneumonia recente por broncoaspiração.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)