Moraes dá 24 horas para defesa de Bolsonaro explicar violação de tornozeleira
STF recebeu relatório e vídeo que mostram dispositivo danificado e a admissão de político de que tentou abri-lo com ferro de solda
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado, 22, que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifeste em 24 horas sobre a violação da tornozeleira eletrônica utilizada por ele durante a prisão domiciliar.
A decisão foi tomada após a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape) encaminhar à Corte um relatório técnico e um vídeo que mostram o equipamento danificado e a admissão de Bolsonaro de que tentou abrir o dispositivo com um ferro de solda.
O Supremo diz que, em razão das várias informações equivocadas que vêm sendo divulgadas sobre a violação da tornozeleira eletrônica do ex-presidente, Moraes retirou o sigilo do despacho, do relatório técnico e do vídeo.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também deverá se manifestar depois da defesa. O ministro determinou ainda o envio de cópias dos documentos à Ação Penal 2668, que apurou a atuação do “núcleo 1” na suposta tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil entre 2022 e 2023. Na ação, Bolsonaro foi condenado por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
O ex-presidente foi preso preventivamente neste sábado, por ordem de Moraes. Ele foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, sob justificativa de garantia da ordem pública. O ministro atribuiu a decisão de prender preventivamente Bolsonaro à vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para este sábado. O magistrado também citou a violação da tornozeleira eletrônica.
Após ser levado, Bolsonaro pediu a Moraes, por meio de seus advogados, autorização para ser visitado por sua esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e seus filhos na Superintendência da PF. Por enquanto, não há decisão.
Em vídeo publicado hoje no Instagram, Michelle disse que há uma “guerra espiritual” no Brasil e que estão tentando calar o ex-presidente, mas que ele “levantou um exército“. . A ex-primeira-dama não estava na residência no momento em que Bolsonaro foi preso, mas sim no Ceará.
“Chegamos aqui pra nossa reunião de liderança, fizemos uma reunião linda com as nossas líderes, mulheres de bem que vão transformar a nossa nação. E hoje cedo, recebi a ligação, seis horas da manhã, que a polícia estava em minha casa pra conduzir o meu marido, o nosso líder, a maior voz da direita no país, aquele homem que Deus levantou pra cuidar da nossa nação, estava sendo conduzido até a Polícia Federal”, pontua a ex-primeira-dama, no início da gravação.
“Nós estamos vivendo dias difíceis, mas nós estamos de pé, estamos resilientes, crendo em Deus que tudo vai se resolver, porque Deus não perdeu o controle de nada. O sol da justiça vai brilhar no Brasil. É assim que nós cremos. Nós estamos aqui por um milagre. Deus nos resgatou. Deus fez um milagre em 2018, quando aquela facada [contra Jair] era para morte, e o Senhor fez um milagre na vida dele. E nós cremos que nós estamos cumprindo uma missão”.
Michelle ressalta que não é um momento fácil. “Meu coração está com meu marido, com a minha filha, que sofre tanto por tanta injustiça. Eles quiseram calar voz do meu marido em 2018, estão tentando calar a voz dele agora, mas ele levantou um exército. Ele deu voz a um, um exército de pessoas de bem da nossa nação que se reergueram, que amam o Brasil, que entende que a nação tem promessas do Senhor e que elas vão se cumprir”, afirma.
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Comentários (1)
Maglu Oliveira
23.11.2025 12:21Fico tentando me por no lugar do advogado a explicar uma coisa dessa. Já ri demais só em pensar na cara do pobre doutor. É como a esposa q pega o marido nu na cama c/ a secretária (hj em dia é moda até c/ o secretário) e ele tentando explicar pra ela q aquilo q ela está pensando ñ é o q ela vendo ou vice-versa. Outra comparação ñ me veio à cabeça. Ansiossíssima para ouvir a explicação e ver a cara do advogado kkkkkkk