Ministro do STJ acusado de importunação sexual pede acesso a imagens do tribunal
Solicitação ocorre durante a apuração sobre denúncia envolvendo o ministro Marco Buzzi
O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), acusado de importunação sexual, pediu acesso às imagens de câmeras de segurança instaladas nas dependências do tribunal. A solicitação foi apresentada no contexto das apurações abertas para investigar a denúncia.
O pedido ocorre durante o processo de análise do caso. Segundo informações do jornal O Globo, o ministro solicitou acesso às gravações feitas no tribunal que podem ter registrado a movimentação de pessoas no dia em que teria ocorrido o episódio relatado na denúncia. As imagens solicitadas incluem gravações de áreas de circulação do tribunal, como corredores, acessos internos e entradas do prédio, que eventualmente possam ter captado deslocamentos ou encontros entre pessoas que estavam no local.
O caso passou a ser acompanhado por instâncias responsáveis por apurar eventuais infrações disciplinares cometidas por integrantes do Judiciário.
Entenda o caso
As acusações contra o ministro vieram a público no início de março. Uma jovem de 18 anos registrou boletim de ocorrência ao afirmar que teria sido vítima de importunação sexual durante um banho de mar em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. O episódio teria ocorrido durante um período de férias, com a presença de familiares.
Após a repercussão da denúncia, o STJ afastou Buzzi de suas funções em fevereiro. Dias depois, o caso ganhou um novo desdobramento: o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recebeu uma segunda denúncia de importunação sexual contra o ministro, que levou à abertura de mais uma reclamação disciplinar na Corregedoria Nacional de Justiça. O procedimento tramita sob sigilo e, segundo o órgão, a suposta vítima já foi ouvida.
Em nota, a defesa do ministro negou qualquer conduta irregular. Os advogados afirmaram que não houve ato ilícito e que todas as acusações serão devidamente esclarecidas nos autos. A defesa também ressaltou que o magistrado confia na apuração regular dos fatos. Em manifestação pública anterior, Buzzi afirmou que mantém “coerência biográfica” e declarou que provará inocência.
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