Michelle Bolsonaro tem esquema de segurança reforçado
Proteção da ex-primeira-dama foi ampliada após escalada de ofensas nas redes sociais
A equipe de segurança de Michelle Bolsonaro (foto) reforçou o esquema de proteção da ex-primeira-dama após identificar um aumento do risco de hostilidades durante compromissos públicos, diz O Globo.
Pessoas envolvidas no planejamento da segurança ouvidas pelo jornal carioca disseram que a decisão foi tomada após meses de monitoramento da escalada de ataques virtuais.
Entre as medidas adotadas estão o aumento do efetivo responsável pela proteção, a revisão dos protocolos operacionais e mudanças nas estratégias de deslocamento. Os detalhes não foram divulgados.
De acordo com integrantes da equipe, a preocupação é que a intensificação das ofensas nas redes sociais possa incentivar agressões fora do ambiente virtual, no chamado “efeito copycat”.
O monitoramento passou a considerar não apenas ameaças diretas, mas também manifestações públicas que possam ampliar o ambiente de radicalização.
O aumento dos ataques também coincide com a divulgação do vídeo em que Michelle afirmou ter sido humilhada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
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Flávio diz que ignorou vídeo de Michelle
O senador Flávio Bolsonaro disse não manter nenhum vínculo com Michelle e afirmou que evitou assistir ao vídeo em que a ex-primeira-dama tece críticas a ele.
As declarações foram dadas em entrevista ao Flow Podcast, quando o parlamentar também comentou a produção do filme Dark Horse e sua ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Ao justificar por que optou por não ver o material, o senador disse que “é uma questão de bom senso e de fidelidade à escolha do nosso líder, que é o presidente Jair Bolsonaro”.
O parlamentar negou a existência de articulação por trás do atrito com Michelle e afirmou não compreender as razões dos ataques recebidos.
Ele ponderou que o respeito ao ex-presidente impediu uma resposta mais contundente:
“Ainda mais ela sendo a esposa do meu pai, que eu sempre respeitei, que se não fosse, certamente, eu acho que não teria chegado nesse ponto, a gente teria estancado antes”.
Segundo o senador, as portas da campanha permanecem abertas a qualquer pessoa disposta a se engajar contra o que classificou como “inimigo do Brasil”, em referência a Lula.
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