Michelle Bolsonaro registra candidatura ao Senado pelo DF
Ex-primeira-dama declarou R$ 4,4 milhões em bens e terá limite de R$ 3,8 milhões para a campanha
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) registrou neste sábado, 15, sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, pouco antes do fim do prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Será sua primeira disputa por um cargo público.
Michelle concorrerá com o número 222. No Distrito Federal, os eleitores escolherão dois senadores nesta eleição. A deputada federal Bia Kicis (PL) também registrou candidatura ao Senado.
Patrimônio
Michelle declarou ao TSE patrimônio de R$ 4,4 milhões. A maior parte está em uma aplicação financeira de R$ 4,1 milhões.
Ela também informou outra aplicação de R$ 300 mil e um Volkswagen Fusca avaliado em R$ 30 mil.
Caso eleita, Michelle terá o irmão, Diego Torres, como primeiro suplente.
Ele foi assessor especial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), até deixar o cargo, em novembro de 2025, para participar da campanha da irmã.
A Justiça Eleitoral estabeleceu em R$ 3,8 milhões o limite de gastos para a campanha de Michelle.
Atritos com Flávio
A candidatura chegou a ser colocada em dúvida após os atritos entre Michelle e o enteado, Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. O conflito levou à saída de Michelle da presidência do PL Mulher.
Nos últimos dias, porém, os dois passaram a aparecer juntos em compromissos do partido.
Em uma reunião do PL, Michelle afirmou que os dois estavam “unidos” e que venceriam a eleição. Depois, eles posaram juntos para fotos e vídeos e fizeram o sinal de paz e amor.
“Vocês fazem parte desse corpo. Unidos nós vamos vencer e vamos cuidar de quem mais precisa”, afirmou Michelle.
Leia mais: Quem convenceu Michelle a gravar um vídeo com Flávio Bolsonaro?
Michelle não vai à Copacabana
Como mostrou O Antagonista, Michelle não pretende participar do primeiro ato de campanha do senador Flávio Bolsonaro, marcado para este domingo, 16, na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
O ato ocorrerá em um palco já conhecido pelo bolsonarismo e usado recorrentemente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para reunir seus apoiadores.
Michelle tem dito a pessoas próximas que vai ficar em Brasília, cuidando do marido. Essa foi a mesma justificativa dada por ela para faltar à convenção que homologou a candidatura de Flávio.
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