“Meu pai está num cativeiro”, diz Eduardo Bolsonaro
Ex-deputado critica suspensão de visitas determinada pelo ministro Alexandre de Moraes
Eduardo Bolsonaro criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender por 30 dias as visitas a Jair Bolsonaro. Em publicação no X, ele escreveu:
“Meu pai não está numa prisão domiciliar, meu pai está num cativeiro.”
O ex-deputado, que está nos Estados Unidos, disse ainda que a Constituição proíbe que um preso fique incomunicável.
“Não que seja relevante atualmente, mas a Constituição diz que, mesmo numa situação grave, como o Estado de Defesa, ainda assim, é proibido deixar o preso incomunicável.”
Jair Renan Bolsonaro também questionou a medida e comparou a situação do pai com o período em que o presidente Lula (PT) esteve preso em Curitiba.
“Lula, quando esteve preso, recebia político, artista, sindicalista, e ainda foi lançado candidato a presidente de dentro da cadeia. Meu pai não pode receber um abraço de um filho dentro da própria casa. É a mesma Justiça, mas a régua muda conforme o sobrenome”, afirmou.
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Acesso da defesa
Na decisão, Moraes afirmou que Bolsonaro não ficará incomunicável, já que continuará recebendo advogados e profissionais de saúde, além de morar com a esposa, Michelle Bolsonaro, uma filha e uma enteada.
O ministro disse ainda que o ex-presidente tem 30 advogados cadastrados e acesso regular à defesa técnica.
“Em relação à sua defesa jurídica, importante destacar que o sentenciado é representado por uma equipe composta por 30 advogados com procuração nos autos, com amplo e diário acesso ao sentenciado.”
A restrição ocorreu após Flávio Bolsonaro publicar um vídeo em que leu uma carta do pai, apesar da proibição de manifestações políticas por meio das redes sociais.
A defesa alegou que Jair Bolsonaro não sabia que o conteúdo seria divulgado, mas Moraes rejeitou a justificativa.
Flávio classificou a decisão como “ilegal, desproporcional, covarde e cruel”.
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Comentários (1)
Maglu Oliveira
18.07.2026 11:46Se ficar em casa, para um presidiário perigoso que tentou dar golpe de Estado e tomou conhecimento (será que foi só?) da pretensão de assassinato de várias pessoas é estar num cativeiro, manda o mequetrefe pra Papudinha, Xandão, eles estão cada vez mais abusados. Eu não teria essa paciência. Sério!