“Meu nome é Silvio Almeida e eu sou um homem inocente”
Sem citar nomes, o ex-ministro dos Direitos Humanos sugeriu, em vídeo, que a acusação contra ele tem motivação política
Denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por importunação sexual contra a ministra Anielle Franco, o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida (foto) publicou na terça-feira, 31, um vídeo no Instagram, alegando ser um “homem inocente”.
Ele afirmou que não pôde se defender durante o inquérito. Contudo, o fará agora que a denúncia foi apresentada.
Sem citar nomes, Silvio Almeida sugeriu que a acusação tem motivação política e prometeu dar a sua versão dos fatos “no lugar certo, na Justiça”.
“O que tenho a dizer sobre esse caso, eu direi no lugar certo, na Justiça, diante de um juiz, com meus advogados. E é lá que eu poderia me defender de verdade, apresentando provas e mostrando como uma causa tão importante foi usada para me tirar da vida política. Durante o inquérito, na prática, eu não pude me defender. Agora poderei.
Mas fiquemos atentos, porque há movimentações muito previsíveis. Há quem não tenha nenhuma realização para mostrar, nenhuma proposta para oferecer e que, por isso, chega ao ponto de incriminar uma pessoa inocente apenas para eliminar aquele que considera um adversário ou para erguer sobre uma mentira uma bandeira eleitoral.”
Racismo
Silvio Almeida sugeriu também ter sido tirado da vida pública por racismo.
“A luta das mulheres contra a violência é uma das causas mais importantes do nosso tempo. E foi exatamente por isso que sua distorção funcionou tão bem nesse caso. A forma violenta e injusta com que eu fui retirado da vida pública também se apoiou em uma outra realidade que merece igual atenção.
A situação dos homens negros numa sociedade que frequentemente nos associa à brutalidade e ao descontrole. Valeu-se, portanto, de uma indignação legítima de muitas pessoas para fazer uma mentira circular como se fosse uma verdade. Homens e meninos pretos são vistos com suspeita permanente. Sobre nós, é mais fácil projetar o mal que se quer expurgar. Somos tratados como problema de polícia, mas não como sujeitos políticos.”
Quem tem o poder?
O ex-ministro negou que fosse um “homem poderoso” no governo Lula, dizendo ter sido demitido “sem direito à defesa”.
“Criou-se também sobre mim a imagem de um homem poderoso. Mas o homem poderoso, convenhamos, o homem poderoso não é demitido em 24 horas e sem direito à defesa e antes de qualquer investigação formal, com base numa nota sem nenhum critério jornalístico e totalmente irresponsável. Um homem poderoso não é submetido ao linchamento público que eu sofri. Quem detinha o poder nessa história nunca fui eu e continua não sendo.”
O caso Silvio Almeida
A ONG Me Too Brasil informou ter recebido denúncias contra Almeida sobre casos de assédio sexual. Uma das vítimas, segundo o Metrópoles, seria a ministra de Igualdade Racial, Anielle Franco.
O Antagonista revelou com exclusividade que servidores foram coagidos a assinar um manifesto em defesa do ex-ministro, o que se configuraria assédio moral.
Lula demitiu Silvio Almeida em 6 de setembro de 2024.
Em 17 de setembro, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu um inquérito na Polícia Federal sobre as denúncias de assédio contra o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida.
A decisão atendeu a um pedido da própria PF, endossado pela Procuradoria-Geral da República.
Além da PF, o Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal também abriu um inquérito civil sobre as denúncias de assédio sexual em 9 de setembro.
Leia mais: Silvio Almeida aceitaria defesa de Silvio Almeida?
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Comentários (5)
CARLOS ALBERTO BREANCINI
02.04.2026 07:14BEM FEITO.... TUDO FARINHA DO MESMO SACO... SE MERECEM
Emerson
01.04.2026 15:36Vocês são lulopetistas , vocês que se entendam .
Annie
01.04.2026 13:47Se ele é inocente, a Aniele tá mentindo?
Rosa
01.04.2026 10:52Ele é afrodescendente então automaticamente não é culpado......
Marcos
01.04.2026 10:34sei.