Mensagens entre Moraes e Vorcaro são ignoradas em sessão do STF
Ministros mantém silêncio após revelação de diálogos mantidos entre o ministro do STF e o ex-banqueiro
A primeira sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) após a revelação de mensagens trocada entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi marcada pelo silêncio sobre o assunto.
Não houve nenhuma manifestação pública sobre o tema durante sessão realizada nesta quarta-feira, 2.
Na véspera, terça, 1º, o ministro André Mendonça quebrou o sigilo das investigações da PF que revelaram as conversas entre Vorcaro e Moraes, que se desenrolaram no contexto de um contrato de 129 milhões de reais entre o Master e escritório de advocacia da família de Moraes, chefiado por Viviane Barci de Moraes, sua esposa.
Caso vai ao plenário?
Mais cedo, o presidente do STF, Luiz Edson Fachin, divulgou uma nota para falar sobre o relatório da Polícia Federal.
Fachin não fez menção direta aos envolvidos no caso, mas deixou claro que trata do assunto ao dizer que “em momentos de especial gravidade, é dever de todos preservar a integridade do Supremo Tribunal Federal, a autoridade de suas decisões, o respeito às suas normas e, acima de tudo, a confiança da sociedade na instituição”.
Mendonça também encaminhou o caso para o plenário do STF deliberar sobre o assunto.
“Nos próximos dias, concluída a análise necessária dos fatos e observados os procedimentos institucionais pertinentes, esta Presidência anunciará, no tempo devido e sem precipitação, as medidas que cabíveis e necessárias“, diz Fachin em sua nota.
O presidente do STF leu a mensagem ao abrir reunião da XVII Jornada Ítalo-Hispano-Brasileira de Direito Constitucional, na manhã desta quarta.
Leia a íntegra da nota de Fachin
“Em momentos de especial gravidade, é dever de todos preservar a integridade do Supremo Tribunal Federal, a autoridade de suas decisões, o respeito às suas normas e, acima de tudo, a confiança da sociedade na instituição.
Os indícios reclamam o devido encaminhamento institucional. Circunstâncias relacionadas, de um lado, à atuação processual e, de outro, a sérios elementos de fatos que exigem desta Presidência serenidade, responsabilidade e firmeza.
A elevada autoridade do cargo não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades, que devem ser observados com absoluto respeito à Constituição, às leis e ao Supremo Tribunal Federal.
Nos próximos dias, concluída a análise necessária dos fatos e observados os procedimentos institucionais pertinentes, esta Presidência anunciará, no tempo devido e sem precipitação, as medidas que cabíveis e necessárias.“
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