Mendonça vota contra pedido de liberdade de Robinho
Placar está 4 a 1 para manter ex-jogador preso; Gilmar Mendes é o único a votar pela soltura até o momento
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta quinta-feira, 28, contra o pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-jogador de futebol Robinho. O placar está 4×1 pela manutenção da prisão.
Robinho está preso desde março do ano passado, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou o cumprimento no Brasil da pena imposta pela Justiça italiana por estupro coletivo.
Segundo as investigações, o jogador e outros cinco homens teriam violentado uma mulher albanesa, em 2013, durante uma festa em uma boate na cidade de Milão.
Os advogados solicitam a suspensão do cumprimento da pena imposta pela Justiça italiana e a revogação da prisão.
Votos
Mendonça seguiu o votos do ministro relator, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e de Dias Toffoli.
Até o momento, o único a votar pela soltura de Robinho foi o ministro Gilmar Mendes.
O julgamento, em plenário virtual, tem previsão para ser encerrado na próxima sexta-feira, 29.
Teses da defesa
A defesa de Robinho contesta a decisão do STJ, alegando que a corte não analisou adequadamente a dosimetria da pena aplicada pela Justiça italiana.
Os advogados argumentam que existem diferenças significativas entre as legislações dos dois países, que deveriam ser consideradas para uma revisão do tempo de prisão.
Na Itália, a pena mínima para o crime é de oito anos, enquanto no Brasil varia de seis a dez anos.
Os defensores esperam que, por ser réu primário e possuir bons antecedentes, Robinho tenha sua condenação ajustada para o mínimo previsto pela legislação brasileira, ou seja, seis anos em regime semiaberto.
Este pedido de revisão é um ponto central na estratégia da defesa, que busca um tratamento mais favorável ao ex-jogador.
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