“Melhor do que brigar com a realidade seria melhorar a campanha”
CEO da AtlasIntel diz que "a pesquisa Quaest veio pior para Flávio Bolsonaro" do que a pesquisa de seu instituto, suspensa por Nunes Marques
Mais uma pesquisa de opinião sobre a corrida presidencial indicou queda nas intenções de voto para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a revelação das mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o patrocínio do filme Dark Horse.
A pesquisa Genial/Quaest foi divulgada um dia depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começar a julgar a liminar do ministro Kassio Nunes Marques que suspendeu a divulgação do primeiro levantamento a captar a queda do filho 01 de Jair Bolsonaro.
O julgamento foi suspenso após Nunes Marques, que preside o TSE, votar a favor da própria liminar e a ministra Estela Aranha pedir vista, para ter mais tempo para analisar a questão.
“Melhor seria melhorar a campanha”
CEO da AtlasIntel, Andrei Roman (foto) comentou o resultado da pesquisa Quaest e deu um conselho à campanha do PL, que pediu a impugnação da pesquisa de seu instituto:
“A pesquisa Quaest veio pior para Flávio Bolsonaro do que a pesquisa Atlas. Mais uma comprovação de que a tese de contágio por viés de questionário ou teste posterior de vídeo não se sustenta. Melhor do que brigar com a realidade seria melhorar a campanha.”
A exemplo do que fez a AtlasIntel, a Quaest também questionou os eleitores sobre o filme Dark Horse.
“Flávio Bolsonaro pode estar escondendo envolvimento ilegal no caso do Banco Master ou não?”, diz uma das perguntas. “Flávio Bolsonaro pode estar escondendo envolvimento ilegal no caso do Banco Master ou não?”, pergunta outra.
As perguntas
A AtlasIntel não perguntou de forma muito diferente disso.
Como citou Nunes Marques em sua liminar, o PL alegou que “a pesquisa impugnada, em vez de proceder à simples ordem de perguntas acerca do cargo eletivo, induziu os entrevistados de forma negativa em relação ao Senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do partido representante, com questionamentos referentes, em sua maior parte, às investigações envolvendo o Banco Master”.
Entre as perguntas da AtlasIntel estavam “após tomar conhecimento das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, você ficou mais ou menos disposto a votar em Flávio Bolsonaro para Presidente?” e “diante das informações divulgadas, Flávio Bolsonaro deveria: manter sua candidatura à Presidência/ retirar sua candidatura à Presidência e apoiar outro nome/ não sei”.
O PL também afirmou que as perguntas do questionário da Quaest, “ao empregarem expressões como ‘esquema de fraudes financeiras’, ‘escândalo’ e ‘evidências de envolvimento direto’, bem como ao submeterem o entrevistado a estímulos narrativos antes das questões relativas à intenção de voto, à rejeição e à imagem pública, teriam aptidão para influenciar artificialmente as respostas subsequentes”.
A pesquisa Quaest perguntou se Flávio estava “escondendo envolvimento ilegal no caso do Banco Master”. Diante de tudo isso, não seria o caso de o PL impugnar também a pesquisa Quaest?
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