Mauro Cid tem tornozeleira eletrônica retirada após decisão do STF
Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro foi condenado a dois anos de prisão por participação na trama golpista e cumprirá medidas cautelares
O tenente-coronel Mauro Cid (foto), ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve a tornozeleira eletrônica retirada nesta segunda, 3, após a conclusão do seu processo da trama golpista.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na última quinta-feira, 30, o início do cumprimento por Cid da pena por tentativa de golpe de Estado.
Em regime aberto, o militar deverá permanecer em casa, está proibido de deixar o país e terá de cumprir recolhimento domiciliar noturno, das 20h às 6h, além de permanecer em casa nos finais de semana.
Cid foi condenado a dois anos de prisão por crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Como o tenente-coronel colaborou com as investigações, houve a redução de sua pena e a exclusão da obrigação de pagar indenização de R$ 30 milhões imposta aos demais condenados.
Leia mais: Defesa de Cid decide não recorrer e pede extinção de pena
Bolsonaro questiona delação
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou, em 27 de outubr, embargos de declaração ao STF contestando a delação de Cid.
Os advogados considerada a colaboração “viciada e contraditória”. No documento, eles afirmam que o julgamento se baseou em um depoimento sem credibilidade.
Na peça, a defesa alega também cerceamento de defesa, afirmando que não houve tempo suficiente para analisar as provas, mais de 70 terabytes de dados, e que diversos pedidos de adiamento foram negados.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, mais 124 dias multa.
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