Maristela Basso na Crusoé: Política líquida: quando os personagens substituem os estadistas
O estadista precisa de espessura. O personagem precisa de visibilidade
Há alguma coisa estranha acontecendo com a política.
Países enormes, sociedades sofisticadas, com universidades, empresários, cientistas, juristas, administradores e profissionais extraordinários, chegam às eleições presidenciais com uma pergunta desconcertante: é só isso que temos para escolher?
A pergunta incomoda porque parece estatisticamente absurda.
Como pode uma sociedade produzir excelência em praticamente todas as atividades humanas e, justamente quando precisa escolher quem ocupará sua função pública mais importante, revelar tamanha dificuldade em apresentar pessoas com a experiência, a capacidade, o equilíbrio e a honradez necessários ao cargo?
Talvez estejamos procurando a resposta no lugar errado.
O problema pode não estar apenas nos candidatos. Pode estar no sistema que passou a selecioná-los.
Durante muito…
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