Marinho critica decisão de Moraes: “Sem precedentes na história recente do país”
Líder da oposição no Senado diz que suspensão de visitas representa “silenciamento político” e compara situação com a prisão de Lula
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou nesta sexta-feira, 17, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 30 dias as visitas a Jair Bolsonaro.
Em nota, o senador afirmou que a medida é “extravagante, inusitada e sem precedentes na história recente do país”.
Para Marinho, as restrições impostas ao ex-presidente são “incompatível com os princípios do Estado Democrático de Direito”.
Segundo o líder da oposição, a decisão impede até mesmo o contato de Bolsonaro com familiares e transforma medidas judiciais em “instrumentos de silenciamento político”.
Marinho também comparou a situação com o período em que Lula (PT) esteve preso.
“O contraste é evidente. Lula, durante o período em que esteve preso, recebeu inúmeras visitas e divulgou manifestações de conteúdo político”, afirmou o senador.
Moraes manteve a prisão domiciliar de Bolsonaro e ampliou as restrições após concluir que o ex-presidente violou medidas cautelares ao permitir a divulgação de uma carta de conteúdo político lida por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas redes sociais.
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Divulgação da carta
A defesa de Bolsonaro alegou que ele não tinha conhecimento de que o documento seria publicado.
Moraes rejeitou o argumento e afirmou que a justificativa “não é plausível, pois é absolutamente contraditória aos fatos”.
Segundo o ministro, a decisão anterior já deixava claro que não seriam aceitos mecanismos para contornar a proibição de manifestações políticas.
Flávio Bolsonaro também criticou a decisão e classificou a medida como “ilegal, desproporcional, covarde e cruel”.
O senador afirmou ainda que “Bolsonaro foi enterrado vivo” e acusou Moraes de tentar interferir nas eleições de 2026.
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