Marinho conversa com Flávio nesta quinta-feira sobre liderança da oposição dos EUA
Senador afirma que teve contato rápido com ele por via advogado e espera discutir a atuação política do ex-candidato nesta quinta-feira
Marinho conversa com Flávio nesta quinta-feira sobre liderança da oposição dos EUA
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O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta quarta-feira, 28, que voltará a conversar com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a partir desta quinta-feira, 29, para tratar da atuação do senador na liderança da oposição ao governo Lula (PT) a partir dos Estados Unidos. Segundo Marinho, o primeiro contato após a chegada de Flávio ao país foi breve e ocorreu por intermédio de um advogado.
“Devo voltar a conversar com ele a partir de amanhã de uma forma mais regular. Acredito que ele vai se posicionar sobre assuntos relacionados ao Brasil”, afirmou o líder da oposição no Senado durante entrevista coletiva.
Marinho relatou que a conversa ocorreu cerca de meia hora antes da entrevista. Na ocasião, disse ter manifestado solidariedade à família do aliado e reafirmado que o grupo político continuará fazendo oposição ao governo petista.
“Minha fala com ele foi rápida, no sentido de me solidarizar com a família dele e dizer que estamos aqui firmes, fazendo oposição a um governo que tem feito muito mal ao Brasil”, declarou.
Flávio anunciou, em carta divulgada após chegar aos Estados Unidos, que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. No documento, afirmou que falará o que aliados no Brasil, segundo ele, não podem dizer e prometeu apresentar uma estratégia para mobilizar a oposição nos próximos dias.
Aliados não sabiam da viagem
O senador afirmou que não foi avisado previamente sobre a saída de Flávio do Brasil. Segundo ele, nem os integrantes do entorno político do ex-candidato tinham conhecimento da viagem.
“Nenhum de nós que estava no seu entorno teve conhecimento de que ele estaria saindo do Brasil”, disse Marinho, ao relatar que esteve com Flávio pela última vez na segunda-feira, 26, e recebeu uma mensagem curta na manhã de terça-feira, 27.
Para Marinho, Flávio poderá exercer a liderança política estando fora do país. O senador justificou a saída do aliado ao afirmar que ele estaria sob risco de perder a liberdade e mencionou a retenção de passaportes determinada no contexto de uma investigação.
A conversa prevista para esta quinta-feira deverá marcar o início de contatos mais regulares entre os dois sobre a atuação política de Flávio no exterior. Marinho, porém, não detalhou como será organizada essa liderança nem quais serão os primeiros passos da articulação.
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