Marinho acusa Dino de interferência eleitoral em favor de Lula
Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro critica decisão que derrubou remoção de posts sobre Nossa Senhora Aparecida
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), acusou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de favorecer Lula (PT) ao derrubar uma decisão de André Mendonça que havia determinado a remoção de publicações sobre Nossa Senhora Aparecida.
“Flávio Dino está atropelando regras de competência, distribuição e a própria Justiça Eleitoral para criar uma jurisprudência de conveniência e permitir a circulação de conteúdo considerado falso para favorecer Lula e seu grupo político na eleição”, afirmou Marinho neste domingo, 27, em nota.
Segundo o senador, o ministro esté burlando regras de distribuição de processos em ações de interesse do PT.
“Nos últimos meses assistimos à burla do princípio do juiz natural e da distribuição de processos pelo Ministro Dino, coincidentemente em ações que interessam ao PT”, disse.
Marinho acrescentou:
“Em plena disputa eleitoral, o STF não pode ser instrumento de interferência política.”
Ao final, cobrou atuação do Senado e do presidente da Corte, Edson Fachin.
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Decisão de Dino
Como mostramos, Dino derrubou neste domingo, 27, a decisão de Mendonça que havia mandado remover publicações associando Flávio Bolsonaro à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.
Para Dino, os conteúdos não apresentavam grau suficiente de ilicitude para justificar uma restrição à liberdade de expressão.
A decisão partiu de um pedido do humorista Antônio Tabet, que teve um post removido pelas plataformas. A publicação dizia que “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”.
O texto não mencionava Flávio nominalmente. Dino determinou ainda o restabelecimento de outras publicações retiradas pelo mesmo fundamento.
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Origem da fake news
A discussão envolve o PL 2.623/2007, apresentado pelo então deputado Victório Galli, que propunha alterar a legislação relacionada ao título de Padroeira do Brasil. O projeto foi arquivado em 2008.
Não há declaração conhecida de Flávio indicando intenção de retirar o título de Nossa Senhora Aparecida. O senador negou a informação.
A fake news ganhou tração nas redes sociais entre os críticos do filho 01 de Jair Bolsonaro após ser endossada por Maria Cristina Fernandes, colunista do jornal Valor e comentaria da GloboNews, durante programa da emissora na noite de quinta-feira, 24.
Mais tarde, no Edição da Meia-Noite, a informação foi desmentida com um pedido de desculpas.
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Comentários (1)
ALEXANDRE ISOLA
27.09.2026 16:48Cade o Fachin?